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As feiras digitais do agronegócio vieram para ficar

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Tradicional feira agrícola realizada pela Coopercitrus chega à segunda edição digital e espera receber 130 mil visitantes (Crédito: Divulgação)

Até o dia 31 de julho, os produtores brasileiros poderão participar da 22ª Coopercitrus Expo Digital 2021, segunda edição online da tradicional feira agrícola. Promovida pela Coopercitrus, uma das maiores cooperativas do país, tornou-se um dos casos positivos de migração para os ambientes virtuais. A expectativa dos organizadores é receber 130 mil visitantes e gerar R$ 1,3 bilhão em negócios.

Esse otimismo reflete a maneira como as feiras digitais foram absorvidas pelo setor. No ano passado, a realização dos eventos em formato online foi uma necessidade imposta pela pandemia. Da Agrishow a Expointer, todas as principais feiras do setor cancelaram as versões presenciais. E os resultados foram variados. Os organizadores de algumas das primeiras feiras desmarcadas às pressas tiveram que se virar com plataformas ainda em desenvolvimento. Outros eventos posteriores se beneficiaram de estruturas mais robustas, criadas a partir da expertise crescente em lives e outros formatos digitais.

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O que esse processo deixou claro é o quanto os modelos online oferecem vantagens. A principal delas é a ampliação de acesso. Tradicionalmente, apenas quem viaja aos locais das feiras pode aproveitar todos os conteúdos oferecidos. Com as versões online, a situação muda muito. Até visitantes de outros países podem fazer uma visita. Algumas empresas já haviam percebido esse benefício antes da pandemia e começado a fazer alguns eventos de teste, como dias de campo digitais, com alguns produtores presentes fisicamente e outros acompanhando a transmissão de forma remota. 



As plataformas virtuais também permitem uma absorção maior dos conteúdos. Quem foi a alguma feira sabe que muitas vezes é preciso fazer certas escolhas: assistir a um debate sobre um tema ou acompanhar o lançamento de um produto. Agora, dá para se programar e ver os conteúdos sob demanda, sem pressa. Há também uma redução de custos que deve ser levada em conta. Ficou mais fácil trazer palestrantes internacionais, por exemplo. 

Nem tudo pode ser reproduzido digitalmente, é verdade. Analisar um maquinário de perto, ver os efeitos de um novo produto ou apertar a mão de algum representante tem um impacto que se perde na interação virtual. Sabemos que não dá para substituir uma experiência pela outra.

Mas o que deve se desenhar é um formato híbrido, com a realização das feiras presenciais de forma simultânea às versões digitais. Quem quiser e puder visitar os estandes físicos vai poder retomar esse contato tão logo a situação permitir. Mas os organizadores entenderam o potencial do digital e os produtores viram como pode ser proveitoso acompanhar uma feira mesmo que de longe. No fim, todo o setor sai ganhando.

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