As apostas estão no ar

As apostas estão no ar

Como em todo o início de ano – e não poderia ser diferente – está aberta a temporada de otimismo e de apostas positivas para a economia. As estatísticas são promissoras. As análises de desempenho, idem. E os especialistas não param de traçar cenários alvissareiros para o exercício que se inicia. Há, de todo modo, um ponto de inflexão importante a favor da confirmação dessas perspectivas no corrente ano.

A roda do crescimento de fato começou a rodar em outro ritmo. O PIB terminou o ano numa acelerada que animou a banca. E a recuperação dos empregos passou a ser a tônica. São condições elementares para ser falar em desenvolvimento sustentável e, decerto, é algo que não se via há muito tempo – quase uma década desde que a gestão Dilma iniciou uma fase de desastres administrativos sem fim. No momento, um dos setores que invariavelmente puxa o bonde, o da construção civil, está dando sinais concretos de volta à plena carga. Ele espera crescer neste ano perto de 3%, bem acima da média esperada para as demais atividades, e oferecer novos 150 mil postos de trabalho, em média, a cada mês. É algo considerável para uma indústria que chegou a amargar queda de 30% na capacidade de geração de riqueza entre os anos de 2014 e 2018. Desde sempre, a construção foi a locomotiva de qualquer retomada.

Naturalmente os recentes incentivos – como o da liberação de FGTS dos trabalhadores, o barateamento dos financiamentos e dos juros, além de outras facilidades nas regras – produziram o ambiente perfeito para um boom. E é bom que seja assim. Na esteira da construção, diversos ramos como o do cimento, do aço e quetais se beneficiam do aumento de obras.

É o que habitualmente classifica-se de ciclo virtuoso da economia. Decerto, todo o parque produtivo, empresários e trabalhadores, estão jogando todas as fichas na ideia que 2020 será diferente. O marasmo de um PIB girando na casa de 1% ao ano não pode se repetir, sob pena de condenar o País a um atraso e estrangulamento perigoso nas contas públicas. Como em um final de campeonato, a hora de fazer gol é agora. Ajudará bastante se os programas de reformas e das privatizações ganharem força. Para tanto, um entendimento de alto nível entre o Executivo e o Legislativo se faz vital. A iniciativa precisa partir do mandatário que, até aqui, deu mostras de uma inabilidade prejudicial na negociação. As apostas na mudança estão valendo. Que não sejam frustradas ao longo dos próximos meses.

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Sobre o autor

Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três e escreve semanalmente os editoriais da revista DINHEIRO


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