Negócios

Arteris tem interesse em concessões no Sudeste e no Sul, inclusive Dutra

O grupo Arteris, que administra rodovias como a Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais, e a Régis Bittencourt, que conecta a capital paulista ao sul do País, segue interessado nas próximas licitações rodoviárias, afirmou o presidente da empresa, Andre Dorf, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O governo tem mantido vários projetos na carteira. A menina dos olhos é a Dutra, hoje administrada pela CCR, cujo contrato se encerra em fevereiro do ano que vem.

“A Dutra é a principal oportunidade nesses próximos dois anos. Embora tenha outras grandes também, como 4 mil km de rodovia no Paraná que são boas. Estamos avaliando”, disse. “Nosso portfólio hoje está muito centrado no eixo São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, e algumas concessões no interior de São Paulo. Tudo aquilo que é adjacente, que está dentro do Sudeste e Sul, faz sentido para a Arteris”, explicou.

Questionado sobre a concorrência, o executivo defendeu que o setor tem muitos grupos grandes e preparados. “Eu acho que dificilmente os players de fora vão mirar o Brasil para ganhar uma concessão. Desse ponto de vista, os participantes locais têm uma vantagem”, disse,

A Arteris surpreendeu o mercado no início deste ano ao ficar de fora do certame da BR 101/SC, em fevereiro. O grupo era apontado como um dos favoritos a levar o trecho, já que sua concessão Litoral Sul se conecta à rodovia leiloada. A Arteris, entretanto, não participou. A vencedora foi a CCR, que ofertou um deságio de 62,04% sobre a tarifa máxima de R$ 5,19 (vencia o menor valor). “Gastamos um bom dinheiro para estudar o projeto, mas resolvemos ficar de fora pelo fato de estarmos na reta final do reequilíbrio na Litoral Sul”, disse Dorf.

Depois do pior da crise, o grupo começa a ver sinalizações favoráveis para a demanda nas suas rodovias. “O nosso pior período foi em abril, com queda importante de tráfego leve”, disse. Dorf não detalhou os números, mas adiantou que julho já se aproximou ao tráfego de veículos registrado em igual mês de 2019. O fechamento do segundo trimestre, entretanto, tende a ser bastante comprometido pelos números de abril.

Reequilíbrio

O grupo conquistou um reequilíbrio econômico-financeiro de R$ 1 bilhão junto à Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) para a construção do Contorno Viário de Florianópolis, dentro da concessão Arteris Litoral Sul. A rodovia faz a ligação da capital paranaense ao município de Palhoça, no Estado de Santa Catarina, e tem 356,6 quilômetros de extensão.

Dorf explicou que a necessidade de ajuste no projeto em Florianópolis existe há muito tempo. “A concessão foi adquirida em 2007 e ela demanda a construção do contorno. O que aconteceu é que quando a gente discutia o projeto, a malha urbana cresceu e invadiu o que seria o traçado da rodovia. Desenvolvemos um traçado alternativo”, destacou. Como parte do reequilíbrio, a concessionária vai elevar no dia 8 a tarifa da concessão de R$ 2,70 para R$ 3,90. A estimativa da empresa é investir R$ 3,7 bilhões até 2023 no projeto, tocado pela Camargo Correa.

O Contorno de Florianópolis será um corredor expresso de 50 km, com pista dupla, seis acessos por trevos, quatro túneis, sete pontes e mais de 20 passagens em desnível. Os 36 km já em obras devem ser entregues no final do ano que vem, já os 14km que entraram no reequilíbrio ficam prontos no segundo semestre de 2023, segundo o executivo.

Captação

O grupo pretende ir a mercado para tentar captar recurso para fazer frente aos investimentos na Litoral Sul. “Vamos estudas as opções. BNDES, mercado bancário ou debêntures de infra. A gente vai avaliar para esse caso do Contorno qual a melhor opção”, disse, destacando que a dívida tem de ser longa e com custo comparável ao projeto. O grupo ainda está estruturando as características e valores.

Questionado, o executivo disse que a empresa já concluiu os estudos sobre os impactos da covid-19 sobre as suas operações nos meses que se passaram. “Vamos apresentar às agências. Mas não nos engajamos em nenhuma conversa com os governos de São Paulo ou federal sobre os reequilíbrios”.

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