A arte de se adaptar

A arte de se adaptar
     Foto: Divulgação

Conhecida por lançar empreendimentos de alto padrão, assinados por arquitetos premiados, a construtora paulistana Idea! Zarvos parece ter encontrado a fórmula ideal para combater a crise que tomou conta do mercado imobiliário: a aposta na chamada economia criativa. A companhia, que neste ano vai lançar três empreendimentos residenciais num total de R$ 230 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), está se especializando em criar prédios comerciais para alugar. “Empresas da nova economia como Spotify, Airbnb, NuBank, entre outras, nos procuram e alugam espaços em nossos prédios”, diz Otavio Zarvos, sócio-fundador da construtora. “Isso já representa metade do nosso negócio. Surfar na onda desses clientes foi uma saída.”


De olho nas startups

As startups e as empresas voltadas ao universo do compartilhamento buscam prédios com design por fora e espaços de convivência dentro. “São companhias formadas por jovens da geração millenials e não querem nada com uma cara muito corporativa”, diz Zarvos. Todos os 12 prédios comerciais da construtora, num total de 50 mil metros quadrados, ficam no bairro da Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, e são de autoria de arquitetos como Isay Wenfield, Gui Mattos e do estúdio Triptyque. Até o fim do ano, mais quatro empreendimentos deverão ficar prontos. A julgar pela experiência da construtora, a nova geração de consumidores poderá significar uma guinada nos negócios.


Mudança de foco

No futuro, a empresa pode virar uma administradora de seus próprios empreendimentos. “Até mesmo na área residencial, estamos pensando cada vez mais em criar empreendimentos para alugar”, diz Zarvos, que enxerga os millenials como consumidores com pouco apetite para comprar. “Eles não se preocupam em ter um apartamento.” Por isso, a companhia está desenvolvendo o que chama de “habitação social”. São prédios com 100 unidades, cada uma com 28 metros quadrados, mobiliadas e voltadas exclusivamente para aluguel – com valores mensais de, em média, R$ 2 mil. “Teremos um espaço para café da manhã e para almoço, coworking e lavanderia conjunta.” O investimento no primeiro prédio, com lançamento previsto para 2018, será de R$ 40 milhões e a construtora tem mais dois terrenos separados para isso.

(Nota publicada na Edição 1024 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Machado da Costa)

Veja também

+ Funcionário do Burger King é morto por causa de demora em pedido

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020

+ Bolsonaro veta indenização a profissionais de saúde incapacitados pela covid-19

+ Nascidos em maio recebem a 4ª parcela do auxílio na quarta-feira (05)

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?


Mais posts

Uma casa muito engraçada (e flexível)

O imóvel do futuro não será a casa de campo, os microapartamentos próximos a estações de metrô e nem os dúplex com varanda gourmet com [...]

Crescimento nas nuvens

O isolamento social e as mudanças nos hábitos de consumo estimulam as organizações a seguirem o mesmo caminho. Um levantamento da Arki 1, empresa de treinamento especializada em Google Cloud, teve alta de 752% em junho nas inscrições nos treinamentos para tecnologia em nuvem. Segundo o CEO Marcos Farias, a disseminação do ensino a distância […]

Faturamento de gente grande

O youtuber Luccas Neto, embora seja criticado por educadores e mães de crianças pequenas Brasil afora por causa de seus vídeos na [...]

Fundo ASG de R$ 5 bilhões

A gestora de capitais Integral Brei acaba de estruturar o primeiro Fundo Imobiliário ASG (Ambiental, Social e Governança) do País. O [...]

Os degraus da Hitachi ABB

A multinacional Hitachi ABB Power Grids, especializada em redes elétricas e criada a partir da união da japonesa Hitachi com a suíça [...]
Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.