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Arrecadação federal sobe 6,9% em março e bate recorde com petróleo em alta

Crédito: REUTERS/Bruno Domingos

Se considerada apenas a receita administrada pela Receita Federal, que engloba a coleta de impostos de competência da União, a arrecadação teve uma alta real de 5,89% no mês (Crédito: REUTERS/Bruno Domingos)



Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – A arrecadação do governo federal teve alta real de 6,92% em março sobre igual mês do ano passado, a 164,147 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O resultado, novamente impulsionado por ganhos do governo com royalties de petróleo diante da cotação elevada do barril, foi o maior para o mês na série histórica da Receita corrigida pela inflação, iniciada em 1995.

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Se considerada apenas a receita administrada pela Receita Federal, que engloba a coleta de impostos de competência da União, a arrecadação teve uma alta real de 5,89% no mês.

Em contrapartida, as receitas administradas por outros órgãos, que são sensibilizadas sobretudo pelos royalties decorrentes da produção de petróleo, deram um salto de 49% acima da inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento real da arrecadação foi de 11,08%, a 548,132 bilhões de reais, também com o desempenho mais forte para o período na série iniciada em 1995.


Nos três primeiros meses do ano, os ganhos com royalties somaram 23,4 bilhões de reais, ante 14,7 bilhões de reais no mesmo período de 2021, o que representa uma alta de 59,4%.

Análise do fisco também aponta uma melhora na maior parte dos indicadores econômicos em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, como em venda de bens (+0,3%), venda de serviços (+7,4%), valor em dólar das importações (+19,0%) e valor das notas fiscais eletrônicas (+12,4%). Houve recuo na produção industrial (-4,8%).

No recorte por tributos, a Receita registrou alta real de 24,7% nos ganhos com Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O Imposto de Renda retido na fonte de trabalhadores aumentou 18,0%.

Houve queda nas receitas de Imposto de Importação (-29,1%) e de IPI (-6,1%). Os dois tributos sofreram cortes de alíquotas pelo governo nos últimos meses.

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