Ciência

Argentina detecta primeiro caso de cepa britânica do coronavírus

Argentina detecta primeiro caso de cepa britânica do coronavírus

Médico se prepara para colher amostra para swab no Hospital Nacional de Posadas, no município de El Palomar, província de Buenos Aires, em setembro de 2020 - AFP/Arquivos

A Argentina detectou o primeiro caso da nova variante do coronavírus em um homem que reside no Reino Unido e chegou ao país no final de dezembro, informou neste sábado (16) o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Roberto Salvarezza.

O Consórcio Interinstitucional de Sequenciamento do genoma e estudos genomivos do SARS-COV-2, criado pelo Ministério da Ciência, “detectou a variante de SARS-CoV-2 surgida no Reino Unido em um viajante do exterior. Ele já foi relatado para autoridades de saúde”, escreveu o ministro no Twitter.

Se trata de “um argentino residente no Reino Unido, com histórico de viagens à Áustria e Alemanha por motivos de trabalho, que chega assintomático de Frankfurt à Argentina no final de dezembro de 2020 e em (no aeroporto internacional de) Ezeiza testa positivo para antígenos SARS CoV 2 “, afirma o relatório.

“O resultado foi confirmado por PCR em laboratório e o sequenciamento do gene S confirmou a presença da variante VOC202012/01 (Reino Unido) (linhagem B.1.1.7), sendo a primeira vez que foi detectada no país”, acrescenta.



O homem está em quarentena em um endereço na cidade de Buenos Aires, disse o partido.

A variante britânica do coronavírus é a segunda a ser registrada na Argentina, depois da do Rio de Janeiro. O país iniciou sua campanha de vacinação em 29 de dezembro com 300 mil doses da vacina Sputnik V.

As outras 300 mil doses, que contêm o segundo componente para completar a vacina do laboratório russo Gamaleya, chegam neste sábado de Moscou em avião fretado pelo governo.

Numa primeira fase, são vacinados os profissionais de saúde mais expostos entre os 18 e os 59 anos. Já foram aplicadas 200.759 doses em todo o país, informou a secretária de Acesso à Saúde, Carla Vizzotti, nesta sexta-feira.

A Argentina também aprovou a vacina Pfizer-BioNTech e a vacina AstraZeneca/Oxford. O governo de Alberto Fernández planeja adquirir um total de 51 milhões de doses.

A Argentina, com 44 milhões de habitantes, registrou mais de 1,78 milhão de infecções desde março do ano passado, com 45.227 mortes e 1,56 milhão recuperadas.

A ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) em todo o país é de 53,7%, em média, mas sobe para 58,9% em Buenos Aires e sua periferia, segundo o Ministério da Saúde.

Na semana passada, as autoridades alertaram para um aumento acentuado de casos em pleno verão do sul, para os quais as atividades noturnas foram restringidas com o fechamento de lojas de 1h às 6h da manhã e as confraternizações foram novamente limitadas a 10 pessoas.

As fronteiras estão fechadas até 1º de fevereiro para estrangeiros não residentes e a chegada de voos diretos do Reino Unido foi proibida.

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