Agronegócio

Áreas agrícolas do Brasil não registram geada nesta sexta, diz Rural Clima

Áreas agrícolas do Brasil não registram geada nesta sexta, diz Rural Clima

Cafezal em Santo Antônio do Jardim (SP)

SÃO PAULO (Reuters) – Após três dias consecutivos com registro de geadas, muitas delas severas, as principais áreas agrícolas brasileiras seguiram com frio intenso nesta sexta-feira, mas sem a ocorrência do fenômeno climático que atingiu nesta semana lavouras de milho e cana, principalmente.

“As temperaturas estão um pouco mais altas em várias regiões em relação aos últimos três dias”, disse o agrometeorologista da Rural Clima Marco Antônio dos Santos, relatando que, até pouco antes das 7h, não havia recebido informes de geadas.

Após frio forte nesta semana, a consultoria StoneX reduziu na quinta-feira sua projeção para a segunda safra de milho do Brasil 2020/21 a 60,45 milhões de toneladas, ante 62 milhões estimados no mês anterior, sem descartar novas reduções quando o cenário ficar mais claro.

Especialista do setor de cana-de-açúcar também seguem em avaliações sobre o impacto das geadas para os canaviais, uma vez que o fenômeno atingiu o Paraná, Mato Grosso do Sul e também São Paulo, o maior produtor de açúcar e etanol.



Para as principais regiões produtoras de café, as informações preliminares indicam pouco impacto das geadas, que também atingiram lavouras de tomate, feijão e batata.

Segundo o meteorologista, o frio deve se prolongar pelos próximos dias, mas por ora não há previsão de novas geadas.

O centro de alta pressão que causou as geadas se deslocou para o oceano, afastando o risco de temperaturas congelantes –mas ainda irradia frio para parte do país.

“Amanhã começa a se formar um outro centro de alta pressão no sul do Brasil, pode trazer temperatura baixa para o Rio Grande do Sul, mas sem grandes problemas”, comentou.

Santos destacou também que não há previsão de chuvas em praticamente todo o Brasil nos próximos dez dias.

“A primeira quinzena de julho será extremamente seca, com chuvas apenas na faixa litorânea”, disse ele.

(Por Roberto Samora)

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