Economia

Apple compra a Tesla e outras 9 bizarrices que podem movimentar o mercado em 2019

Lá estão situações que vão desde a compra da Tesla pela Apple, passando por uma quebra da Netflix e até a primeira crise econômica da Austrália em anos

Apple compra a Tesla e outras 9 bizarrices que podem movimentar o mercado em 2019

Crédito: Saxo Bank

Na economia o termo “cisne negro” é usado para definir algo ou algum acontecimento improvável de acontecer, mas que quando acontece, especialistas se desdobram para explicar porque aquilo era “previsível”. Brincado com a imaginação, o banco dinamarquês Saxo Bank já se adiantou e fez uma lista de 10 “cisnes negros” para 2019.

Lá estão coisas que vão desde a compra da Tesla pela Apple, passando por uma quebra da Netflix e até a primeira crise econômica da Austrália em anos. Tudo muito difícil de acontecer, mas caso se concretizem, o Saxo Bank poderá encher a boca para dizer: “eu avisei”.

A Apple compra a Tesla

Você pode até achar que essa aquisição é bizarra, mas ela tem um fundo de verdade. A Apple hoje tem um lucro acumulado de US$ 237 milhões, ao mesmo tempo em que as vendas do iPhone estão diminuindo cada vez mais. Do outro lado há a Tesla, empresa de Elon Musk que segundo seu fundador esteve a beira da falência e que foi cogitada a fechar o capital.

A situação imaginada pelo Saxo Bank é que a Apple escolha sair da “crise do iPhone” de maneira agressiva, comprando a Tesla por US$ 520 por ação – US$ 100 a mais do que o sugerido por Musk no Tweet que o fez perder alguns milhões de dólares. “A aquisição faz todo o sentido. É pequena o suficiente para ser feita apenas em dinheiro e representa apenas 12 meses de fluxo de caixa da Apple” explica o estrategista chefe de ações do Saxo Bank, Peter Garnry

Trump demite Jerome Powell do Fed

Para o cenário se concretizar, seria preciso algumas condições. A primeira seria um novo aumento da taxa de juros americana na última reunião de 2018. Isso faria com que as bolsas americanas desabem no primeiro trimestre, começando um questionamento em relação a condução de Powell a frente do Fed, forçando-o a recuar e cortar os juros novamente. Porém a medida não surtiria efeito, forçando Trump a demiti-lo e trazer em seu lugar Neel Kashkari para tentar equilibrar o mercado e viabilizar um segundo mandato do presidente.

Alemanha entra em recessão

Segundo o economista-chefe e CIO do Saxo Bank, Steen Jakobsen, “as tarifas sobre carros alemães e a falta de digitalização” podem ser a chave para uma recessão no país em 2019. Ele diz que a indústria de carros alemã, que representa 14% de seu PIB, sofre por estar atrasada na conversão para os elétricos e na utilização de dados. O contexto seria agravado com novas tarifas americanas e por uma tendência a utilização de big data e medidas anti-poluentes em 2019, que vão na contramão do que vinha beneficiando a Alemanha desde a década de 80.

União Européia lança perdão da dívida

Segundo Christopher Dembik, responsável pela área de análise macroeconômica do banco, os “níveis insustentáveis de dívida pública, a revolta populista, aumento das taxas de juros do banco central europeu e o crescimento baixo” das economias do bloco reabre o debate sobre alternativas da Europa sair da crise. Contagiada pela Itália, a Europa alarga o mandato de monetização da dívida do BCE, cobrindo todos os níveis acima de 50% do PIB. Além disso, serie lançado um programa paralelo através de Eurobonds, afirma.

Jeremy Corbin se torna o primeiro-ministro do Reino Unido

Theresa May perde seu poder, e o um acordo do Brexit não é alcançado, fazendo com seja convocada novas eleições. Nela, ganharia o partido trabalhista, que seleciona Jeremy Corbin, prevê Kay Van-Petersen, estrategista de macroeconomia do Saxo.

No posto, Corbin convocaria novo referendo do Brexit, além de políticas de renacionalização dos utilities. O aumento dos gastos públicos elevariam o déficit para 5% do PIB, arrastando a libra para um nível de paridade ante o dólar por conta das incertezas no país. A previsão é de uma queda de até 20% da moeda.

Colapso da General Electric derruba a Netflix

Peter Garnry afirma que será um efeito dominó no mercado americano de crédito. Segundo ele, a GE será a primeira a perder credibilidade dos investidores ao ser revelada a deteriorização de seu fluxo de caixa. Isso forçará um pedido de proteção dos credores, assim como venda de ativos. Isso respingará na Netflix, que verá seus custos financeiros dispararem ao não conseguir mostrar seu crescimento em números. Eles também acredita que a chegada da Disney ao mundo do streaming deixará a situação ainda pior.

Pânico na Europa cria novos impostos de transporte

A previsão de um verão extremamente quente na Europa ligará o alerta de pânico nos países, que irão olhar para os setores de turismo, companhias aéreas e transporte marítimo como bodes expiatórios, implantando diversas tarifas sobre a emissão de carbono, eventualmente derrubando o mercado.

FMI e Banco Mundial abandonam o PIB e focam na produtividade

2019 é o ano em que o PIB deixa de ser usada para aferir progresso econômico de um país, afirma Christopher Demibk. O fato seria justificado pelo fato desta análise ter falhado em captar questões de meio ambiente ou serviços baseados na tecnologia.

Explosão solar causa danos de US$ 2 bilhões

Segundo o estrategista de câmbio do Saxo, John Hardy, uma explosão solar de classe X irá acontecer em 2019, provocando enormes danos econômicos, afetando a maioria dos satélites e criando caos em setores dependentes de GPS, como logística, infraestrutura de energia elétrica e transportes.

Mercado imobiliário da Austrália arrasta o país para uma recessão

“A Austrália entra em recessão pela primeira vez em 27 anos”, afirma Eleanor Creagh, estrategista de mercado australiano. Para ele, depois de anos de crescimento contínuo, o mercado imobiliário do país entra em período conturbado, com queda de preços e perdas.