Edição nº 1104 18.01 Ver ediçõs anteriores

A aposta da Kodak nas moedas virtuais

A aposta da Kodak nas moedas virtuais

A relação da Kodak com a tecnologia pode ser chamada de, no mínimo, esquizofrênica. Sua maior inovação nos últimos 30 anos, a câmera digital, quase matou a companhia. Agora, a empresa de Rochester, nos Estados Unidos, investe em uma área completamente alheia a sua expertise. Ela lançou, esta semana, a KodakCoin, uma moeda virtual destinada aos fotógrafos que utilizam a plataforma de gerenciamento de direitos autorais da própria companhia. Junto, a empresa também lança um serviço de aluguel de máquinas de mineração de Bitcoins, chamadas de KashMiner. Quem, nos EUA, estiver interessado em minerar a criptomoeda sem fazer grandes investimentos, pode alugar uma das máquinas. O preço do serviço é a metade do lucro que o minerador conseguir com o equipamento. Os anúncios fizeram disparar em 200% as ações da companhia, que saiu de uma recuperação judicial em 2013.

 

… e a nova onda corporativa

E não é só a Kodak que está apostando nas moedas virtuais. Após verem a valorização de 1.300% da Bitcoin em 2017, empresas tentam surfar a nova onda das moedas virtuais empresariais. Baseado no Blockchain, a tecnologia por trás da Bitcoin, o dinheiro digital está sendo criado e lançado por companhias que precisam de capital. A mais ousada iniciativa até o momento parece ser do aplicativo de mensagens instantâneas Telegram, baseado na Rússia. Segundo o site CoinDesk, o aplicativo busca US$ 1,2 bilhão com o lançamento de sua moeda, previsto para esse ano. Na prática, é como se a empresa estivesse emitindo ações. Porém, sem qualquer regulação por trás disso.

(Nota publicada na Edição 1052 da Revista Dinheiro)


Mais posts

A Amazon quer jogar

A companhia de Jeff Bezos está de olho no mercado de streaming. E isso não significa apenas investir no Prime, o seu serviço de [...]

Ovo popular

A internet é uma caixinha de surpresas. E de bizarrices. A prova mais recente disso foi dada no Instagram. Publicada no dia 4 de [...]

Carga perigosa

Os Correios vão adotar um processo mais rigoroso para o envio de itens eletrônicos por encomendas. A estatal brasileira vai passar a [...]

Era uma casa…

Quarta maior fabricante de smartphones do planeta, a Xiaomi quer ir além das telinhas. Na sexta-feira 11, a gigante chinesa informou [...]

11 milhões

É o número de baterias de iPhones que foram substituídas pela Apple em 2018. Em 2017, foram menos de 2 milhões de componentes trocados (Nota publicada na Edição 1104 da Revista Dinheiro)

Ver mais
X

Copyright © 2019 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.