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Após Rússia, EUA valida extensão do tratado de desarmamento nuclear New START

Após Rússia, EUA valida extensão do tratado de desarmamento nuclear New START

Foto de 27 de janeiro de 2021, do secretário de Estado americano Antony Blinken - POOL/AFP/Arquivos

Os Estados Unidos validaram, nesta quarta-feira (3), a prorrogação por cinco anos do tratado de desarmamento nuclear com a Rússia New START, poucos dias depois de Moscou ter aprovado a extensão, anunciou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

“O presidente [Joe] Biden prometeu manter o povo americano a salvo das ameaças nucleares, restaurando a liderança dos Estados Unidos na questão do controle de armas e não proliferação”, disse Blinken em um comunicado.

“Hoje, os Estados Unidos deram o primeiro passo para cumprir essa promessa”, acrescentou.

O anúncio ocorre a dois dias do prazo de expiração do pacto, em meio a crescentes tensões entre Washington e Moscou em torno da prisão do opositor russo Alexei Navalny, denunciada pelos Estados Unidos e pelos europeus.



O recém-empossado governo democrata anuncia solenemente todos os dias a assinatura de novas medidas para se distanciar de seu antecessor republicano Donald Trump. Desta vez, a decisão foi dada a conhecer em um breve comunicado.

“Especialmente em tempos de tensões, ter limites verificáveis sobre as armas nucleares da Rússia com alcance intercontinental é de vital importância”, considerou o Departamento de Estado, que destacou que este pacto faz com que os Estados Unidos, seus aliados e o mundo inteiro sejam mais seguros.

“Uma competição nuclear sem limites nos colocaria em perigo”, disse a diplomacia dos EUA.

O ministério das Relações Exteriores da Rússia comemorou a extensão do acordo, afirmando que ele garante a “preservação” de um mecanismo fundamental para “manter a estabilidade estratégica”.

Este tratado assinado em 2010 é um dos últimos resquícios dos antigos pactos de redução de armas entre os ex-rivais da Guerra Fria.

O acordo, assinado em 2010, limita os arsenais de ambos a 1.550 ogivas cada um, ou seja, 30% a menos do que o fixado em 2002, e a 800 lançadores e bombardeiros pesados, número que, no entanto, ainda é suficiente para destruir a Terra várias vezes.

O acordo é visto como uma das poucas oportunidades de compromisso entre Moscou e Washington, cujos laços se deterioraram drasticamente nos últimos anos por causa de persistentes desacordos em relação a várias questões internacionais e mútuas acusações de interferência.

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