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Após ômicron, especialistas desaconselham viagem de navio

Crédito: Divulgação/ MSC

Anvisa encerrou o cruzeiro do navio MSC Splendida por conta de surto de covid-19 (Crédito: Divulgação/ MSC)

O fim de ano foi de surto de Covid-19 nos cruzeiros por todo o país. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 301 pessoas se contaminaram em mais de cinco cruzeiros marítimos na costa brasileira. 

A retomada dos cruzeiros marítimos foi aprovada no dia 5 de outubro, mas diante da situação das embarcações, a agência sugeriu, no último dia 31, a suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro. O Ministério da Saúde ainda não tomou uma posição quanto a isso. 



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“Atualmente a gente não consegue prever o que vai acontecer daqui a dois meses, é um cenário obscuro. Para agora, com esse cenário atual e com a propagação muito rápida da ômicron, seria prudente cancelar a temporada”, acredita Lorena de Castro Diniz, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.  

Especialistas também afirmam que a dificuldade na testagem dos viajantes, concentração de pessoas em espaços fechados e duração da viagem fazem com que os cruzeiros não sejam a melhor opção de viagem nesse início de ano.  

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Dificuldade de testagem eficaz

O exame exigido para o embarque nesses cruzeiros é o de PCR. Especialistas são unânimes em apontar que nesse método de testagem é muito difícil detectar a infecção caso o paciente esteja assintomático ou nos primeiros dias da doença.

“É praticamente impossível saber se existe alguém  com Covid-19 no momento do embarque, mesmo com testagem prévia recente, com PCR ou Teste de antígenos. Nenhum exame tem sensibilidade de 100%, principalmente nos 3 primeiros dias após o contágio”, explicou o Dr. Ivan França, head de Infectologia do A.C.Camargo Câncer Center


Prefira viagens mais curtas ou sem aglomerações

Uma viagem de cruzeiro geralmente leva vários dias para chegar ao seu destino. Além disso, na maioria das vezes milhares de pessoas acabam ficando em ambientes fechados na embarcação. 

O enfermeiro infecto do Hospital HSANP Milton Monteiro desencoraja a viagem de navio nesse começo de ano e reforça que as pessoas fiquem atentas sobre quais as medidas que as companhias estão tomando sobre isolamento entre os passageiros e desinfecção do local. 

“As companhias aéreas demonstram maior controle e as empresas de ônibus se preocuparam em adaptar isolamentos de áreas com cortinas e acrílicos. Já na viagem de navio, são dias em contato com diversas pessoas e muitas vezes em ambientes fechados e sem a utilização de máscaras”, disse.