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Após crise por submarinos, Reino Unido quer retomar cooperação com França

Após crise por submarinos, Reino Unido quer retomar cooperação com França

Premiê britânico, Boris Johnson (dir.), quer retomar coooperação com a França - POOL/AFP

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, propôs nesta sexta-feira (24), ao presidente francês, Emmanuel Macron, “o restabelecimento da cooperação” entre os dois países, após a crise diplomática dos submarinos – anunciou a Presidência francesa.

Durante uma conversa por telefone durante a manhã, “a pedido de Londres”, Johnson “expressou sua intenção de restabelecer uma cooperação entre a França e o Reino Unido”, no âmbito de “valores e interesses comuns”, informa uma breve declaração do Palácio do Eliseu.

“O presidente francês respondeu que espera suas propostas”, acrescenta a nota divulgada por Paris. Entre os “interesses comuns”, o governo francês menciona o clima, a região do Indo-Pacífico e o combate ao terrorismo.

A conversa aconteceu dois dias depois de outro telefonema, também relacionado com a “crise dos submarinos”. Neste, o presidente americano, Joe Biden, buscou reduzir a tensão bilateral, após o inesperado anúncio, em 15 de setembro, de uma parceria estratégica entre Estados Unidos, Austrália e Reino Unido (AUKUS, na sigla em inglês).



Esta aliança sobre o Indo-Pacífico implicou o cancelamento, por parte de Canberra, de uma compra bilionária de 12 submarinos convencionais franceses. Em seu lugar, as autoridades australianas optaram por adquirir submarinos americanos a propulsão nuclear.

Em meio ao imbróglio, a França convocou seus embaixadores em Washington e em Canberra para consultas. Após a conversa com Biden, Macron decidiu devolver o diplomata Philippe Etienne aos Estados Unidos.

No caso britânico, ao criticar o “oportunismo permanente” do Reino Unido – nas palavras do chanceler francês, Jean-Yves Le Drian -, a França não considerou necessário convocar seu embaixador em Londres para consultas.

Nos últimos meses, as relações bilaterais em ambos os lados do Canal da Mancha se deterioraram, devido à aplicação do acordo do Brexit, especialmente em matéria de pesca, ou ainda, devido ao controle de migrantes que chegam à costa britânica procedentes da França.

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