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Após cancelar com Boeing, aérea saudita fecha acordo com Airbus

Pacote de venda de até 50 aeronaves foi anunciado neste fim de semana. Boeing afirma que o acordo foi cancelado por “requisitos de cronograma”

Após cancelar com Boeing, aérea saudita fecha acordo com Airbus

A Flyadeal, que é controlada pela estatal Saudi Arabian Airlines, havia firmado a compra dos jatos da Boeing em dezembro do ano passado por US$ 5,9 bilhões

A aérea low cost da Arábia Saudita, Flyadeal, recuou na compra de 30 unidades do 737 Max da Boeing e anunciou a encomenda de um pacote de A320 da rival Airbus. Em um comunicado divulgado neste domingo (7), a Boeing afirmou que o acordo foi cancelado por “requisitos de cronograma”.

A Flyadeal, que é controlada pela estatal Saudi Arabian Airlines, havia firmado a compra dos jatos da Boeing em dezembro do ano passado por US$ 5,9 bilhões, com a possibilidade de adquirir mais 20 unidades ao longo dos próximos anos.

Em nota divulgada neste fim de semana, a Flyeadeal não mencionou os recentes problemas da Boeing como razão do cancelamento. Segundo a companhia, o acordo com a concorrente europeia Airbus representa um “crescimento significativo de sua frota”.

O cancelamento agrava a situação da Boeing no mercado internacional. Desde a queda do segundo 737 Max em menos de seis meses, em março deste ano, a companhia vem tentando recuperar a confiança de empresas aéreas e agências reguladoras. O modelo está suspenso em todo o mundo e não tem previsão para voltar a operar.



O 737 Max é considerado o principal produto da Boeing. Em junho, durante a Paris Air Show, a companhia anunciou a venda de 200 unidades do modelo para a International Airlines Group (IAG), proprietária da Aer Lingus, da British Airways, da Iberia e de outras companhias europeias.

Na semana passada, a Boeing divulgou que distribuirá US$ 100 milhões para familiares e comunidades das 346 pessoas que morreram nos acidentes do 737 Max em outubro de 2018 e março deste ano. O valor não substitui possíveis pagamentos de indenizações no futuro e não impede que as pessoas entrem com processos judiciais contra a empresa.

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