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Apoiadores de Navalny convocam manifestação em frente à sede do serviço secreto

Apoiadores de Navalny convocam manifestação em frente à sede do serviço secreto

O retrato do opositor russo Alexei Navalny durante manifestação em Moscou, em 23 de janeiro de 2021 - AFP

Apoiadores de Alexei Navalny convocaram uma manifestação no domingo em frente à sede do Serviço Federal de Segurança (FSB) em Moscou para exigir a libertação do opositor russo em um segundo fim de semana de protestos.

Em mensagem postada no Facebook nesta terça-feira (26), a equipe de Navalny anunciou manifestações às 12h locais (6h no horário do Brasília) em frente ao Lubyanka, sede do FSB, e na Praça Staraya, que fica a cerca de 10 minutos a pé.

“Depois marcharemos por Moscou. Vamos definir nossa rota de acordo com a situação”, disse a fonte.

Os manifestantes da oposição se reúnem regularmente em frente ao Lubyanka, símbolo do terror stalinista, onde os serviços secretos soviéticos torturaram e executaram milhares de pessoas.



Recentemente, Alexei Navalny acusou o FSB de tê-lo envenenado no final de agosto com um agente neurotóxico, por ordem do presidente Vladimir Putin, acusações que foram rejeitadas pelo Kremlin.

Depois de cinco meses se recuperando na Alemanha, o opositor retornou à Rússia em 17 de janeiro, onde foi imediatamente detido no âmbito de vários processos judiciais contra ele.

Navalny deve comparecer no dia 2 de fevereiro por suposta violação dos termos de uma pena suspensa de três anos e meio de 2014, que pode ser convertida em prisão.

“Em Lubyanka estão o FSB, os envenenadores. E na Praça Staraya, a administração presidencial que decide se Navalny deve ser preso ou libertado. É por isso que nos dirigimos a eles”, afirmou Léonid Volkov, colaborador próximo de Navalny, à AFP nesta terça.

Em busca da liberdade do opositor, milhares de pessoas se reuniram no sábado em toda a Rússia. Devido ao sucesso, o movimento de Navalny convocou novos protestos para 31 de janeiro.

Segundo cálculos da ONG OVD-Info, na última manifestação cerca de 3.900 pessoas foram presas e 15 foram acusadas de crimes passíveis de penas pesadas.

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