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Aparelho portátil inativa coronavírus e esteriliza local em até 6 minutos

Crédito: Divulgação - BioLambda

O equipamento foi idealizado originalmente para ser utilizado em ambientes hospitalares, mas também poderá ser usado para descontaminar outros locais (Crédito: Divulgação - BioLambda)

A startup BioLambda desenvolveu em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein um equipamento móvel, operado remotamente, capaz de esterilizar ambientes com radiação ultravioleta C (UVC) em três a seis minutos.

De acordo com a Fapesp, o equipamento foi idealizado originalmente para ser utilizado em ambientes hospitalares, como quartos de internação, centros cirúrgicos, laboratórios de análises clínicas, pronto atendimento, ambulâncias, locais de triagem de pacientes e de coletas de amostras para exames. Mas também poderá ser usado para descontaminar escritórios, indústrias alimentícias e até contêineres para exportação de alimentos processados ou in natura antes da embarcação.

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Além da ação germicida, a radiação UVC emitida pelo equipamento é capaz de inativar o novo coronavírus, afirma Caetano Sabino, fundador da empresa.

“Os testes em laboratório de biossegurança de nível 3 [NB3] mostraram que mesmo o equipamento com menor potência que já tínhamos desenvolvido, que é um descontaminador portátil de superfícies, é capaz de eliminar 99% da carga de coronavírus em menos de um segundo”, diz Sabino.

O equipamento integra uma linha de descontaminadores de superfície, de ar, de ambientes e de máscaras de proteção N95 ou de tecido desenvolvida pela empresa com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe).

O projeto do equipamento surgiu a partir de uma demanda do Hospital Israelita Albert Einstein. No início da pandemia de covid-19, a equipe de apoio assistencial da instituição começou a buscar no mercado equipamentos para esterilização de ambientes por UVC a fim de reforçar o processo manual de limpeza de quartos reservados para atendimento de pacientes com suspeita ou confirmação da doença.

“O processo manual de limpeza já é muito eficiente, uma vez que elimina até 92% de unidades formadoras de colônias de microrganismos. O objetivo de usar a tecnologia UVC é complementá-lo para garantir maior segurança e eficiência”, explica Luiz Moreira, coordenador da área de governança e hospitalidade e gerente interino da área de apoio assistencial do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ao começar a utilizar equipamentos para esterilização por UVC adquiridos inicialmente de outros fornecedores, os profissionais da instituição identificaram a oportunidade de melhorar o desempenho e a usabilidade dessa tecnologia. Como não identificaram no mercado fabricantes que pudessem atender aos requisitos que estabeleceram, fecharam uma parceria com a BioLambda, que integra a Eretz.bio, a incubadora de startups do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os equipamentos comprados inicialmente pela instituição demoravam, em média, dez minutos para concluir a aplicação de UVC em um ambiente. Ao aumentar a quantidade de lâmpadas e a potência, o equipamento desenvolvido pela BioLambda conseguiu reduzir esse tempo em cinco minutos.

O equipamento é retrátil, em formato de telescópio, com uma base fixa e dois módulos internos que se expandem e ficam expostos no momento em que o aparelho é acionado.

Ao ser acionado, o aparelho emite um alerta sonoro e outro luminoso para que pessoas que eventualmente estejam no ambiente saiam, evitando que sejam expostas à luz ultravioleta.

Um dos fatores que permitem a rapidez na desinfecção de ambientes é a potência elétrica, de 2 mil watts (W). Dessa forma, é possível descontaminar um ambiente de 30 metros quadrados em até cinco minutos, com a rapidez exigida, por exemplo, num ambiente hospitalar.

Além de quartos de internação, o Hospital Israelita Albert Einstein está usando o equipamento para esterilização de ambulâncias e salas de hemodiálise. A instituição também pretende avaliar o uso para desinfecção de centros cirúrgicos.

Inicialmente, a instituição deverá adquirir entre oito e dez equipamentos para uso na unidade Morumbi. A expectativa da BioLambda é comercializar o equipamento também para outros hospitais ao custo unitário de aproximadamente R$ 50 mil.


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