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ANM busca minimizar riscos em barragem de Barão de Cocais

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou hoje (17) as atividades do complexo minerário Gongo Soco, no município de Barão de Cocais (MG). A medida foi tomada devido a possibilidade de rompimento do talude da Barragem Sul Superior da Vale. A barragem é do mesmo tipo da que se rompeu em Brumadinho em 25 de janeiro.

De acordo com a ANM, a partir de agora, até o talude da cava da mina romper, só poderão ser realizadas as operações seguras para recuperar a estabilidade das estruturas. “O talude da cava vai se romper com a gravidade, isso é um fato. O que estamos fazendo agora é minimizando os riscos, evitando que pessoas transitem dentro da cava ou que sejam atingidas”, diz o diretor da ANM, Eduardo Leão.

A ANM também notificou a Vale e determinou que a empresa tome uma série de providências emergenciais, entre elas estão a suspensão imediata do tráfego do trem de passageiros no trecho do viaduto localizado à jusante da cava, monitoramento por vídeo em tempo real das barragens e também a apresentação de estudo de comportamento da possível onda gerada pelo rompimento do talude norte.

Desde 2016, a cava e todas as obras já estavam paralisadas. Segundo a ANM, o risco de rompimento é do talude da cava e não a barragem, que fica a 1,5 km de distância da cava. A Agência disse que a preocupação é que a vibração gerada pelo rompimento do talude influencie na segurança da Barragem Sul Superior.

“Caso a vibração do impacto não chegue à barragem, a estrutura se manterá na condição atual, mas existe a possibilidade da ruptura ficar restrita ao interior da cava e não extravasar o material dentro dela (água e sedimentos)”, informou a Agência Nacional de Mineração.

Caso haja rompimento da barragem, a ANM avalia que a onda de inundação chegaria em Barão de Cocais em cerca uma hora. A zona de auto salvamento – área onde não é possível realizar resgate imediato pela Defesa Civil –  já foi evacuada desde fevereiro.