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Americanos e europeus se preocupam com programa de armamento norte-coreano

Americanos e europeus se preocupam com programa de armamento norte-coreano

Foto de outubro divulgada pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte (KCNA) mostra um novo tipo de míssil balístico lançado por submarino em um local não revelado - KCNA VIA KNS/AFP

Estados Unidos, Reino Unido, França, Irlanda e Estônia reconheceram na ONU nesta quarta-feira (20) que a Coreia do Norte avançou em seus programas de armamento após o lançamento sem precedentes de um míssil balístico de um submarino, embora sem falar em novas sanções.



Em declarações separadas após uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança, convocada com urgência por Washington e Londres, os embaixadores desses países ocidentais condenaram uma nova “provocação”.

No entanto, não suscitaram novas sanções internacionais e se limitaram a solicitar o cumprimento das que estão em vigor.

China e Rússia, por sua vez, permaneceram em silêncio ao fim do encontro. De acordo com diplomatas que pediram anonimato, nenhum membro do Conselho propôs uma declaração conjunta durante a reunião.

Na última sessão de emergência, realizada em 1º de outubro após os testes de mísseis norte-coreanos, a França propôs a adoção de um texto comum, mas Pequim e Moscou se opuseram, segundo diplomatas.



Em 2017, o presidente republicano Donald Trump fez com que o Conselho de Segurança adotasse por unanimidade três séries de sanções econômicas contra a Coreia do Norte, afetando suas importações de petróleo, carvão, ferro, peixes e tecidos.

“Condenamos veementemente” o último lançamento de mísseis, “que constitui uma violação flagrante das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, disse a irlandesa Geraldine Byrne Nason, flanqueada por seus colegas francês e estoniano, afirmando que falava em nome dos três membros europeus do painel.

Já a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, declarou que “os Estados Unidos exortam a Coreia do Norte a se abster de novas provocações e a se comprometer com um diálogo contínuo e substancial”, já que suas atividades “são ilegais, violam inúmeras resoluções do Conselho de Segurança e são inaceitáveis”.

Durante o governo Trump, os EUA acusaram a China de não aplicar totalmente as sanções internacionais, o que foi negado por Pequim.


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