Sustentabilidade

Ambientalistas entram com ação contra muro de Trump por ameaça jaguares

Ambientalistas entram com ação contra muro de Trump por ameaça jaguares

Um carro da Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos percorre uma estrada ao lado do muro recém-concluído em Dona Ana County, Novo México, em 13 de fevereiro de 2020 - Agence France-Presse/AFP


Várias associações ambientais nos Estados Unidos entraram com uma ação contra o governo Donald Trump pela construção de um muro na fronteira com o México, pois alegam que essa barreira é uma ameaça para jaguares e lobos.

O processo foi aberto nesta terça-feira (12) em um tribunal de Washington por três organizações: Defenders of Wildlife (Defensores da Vida Selvagem), Center for Biological Diversity (Centro de Diversidade Biológica) e Animal Legal Defense Fund (Fundo de Defesa Legal Animal).

O muro, uma das grandes promessas de campanha de Trump, é uma das prioridades do governo do presidente republicano.

Para dar continuidade a essa obra sem a aprovação do Congresso, o governo acabou desviando fundos do Departamento de Defesa depois de declarar uma “emergência nacional” devido ao fluxo de imigrantes irregulares.

De acordo com o processo, a construção do muro resultará em um impacto ambiental significativo.

“Esse dano inclui a construção em terras federais protegidas, incluindo florestas, e efeitos adversos sobre espécies em perigo e ameaçadas de extinção, reconhecidas como tais, e a seus habitats”, indicam as ONGs na ação.

Jason Rylander, principal advogado da ONG Defenders of Wildlife, disse que a mais recente proposta de construção “irá bloquear os corredores da vida selvagem e impedir permanentemente os esforços de recuperação de espécies ameaçadas, como o lobo mexicano e o jaguar “.

Brian Segee, principal advogado do Centro de Diversidade Biológica, disse que “o ataque de Trump à Constituição americana atingiu novas cotas ao transformar fronteiras em zonas de sacrifício”.

O processo afirma que, como já existem diferentes tipos de cercas em aproximadamente 1.126 quilômetros da fronteira entre Estados Unidos e México, que cobre cerca de 3.000 quilômetros no total”, os danos cumulativos e irreversíveis aumentam a cada milha construída “