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Além dos memes e obras de arte: existe futuro para o NFT?

Crédito: DAVE ROTH/Reprodução Internet

NFT de de Zoë Roth foi vendida por R$ 2,7 milhões (Crédito: DAVE ROTH/Reprodução Internet)

A sigla NFT já não é mais desconhecida. O Non-Fungible Token (ou token não-fungível) tem ficado mais popular, principalmente, pela sua relação com o mundo da arte. 



Alguns momentos históricos da internet, como o primeiro tuíte publicado, o vídeo Charlie bit My Finger, ou a foto da menina Zoe Roth, que sorri em frente a um incêndio, já movimentaram muitos milhões de dólares.   

Mas a tecnologia pode ir além dos memes, obras de arte digitais e relação com celebridades. É nisso que muita gente está apostando.  

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Assim como você pode usar a tecnologia para vender uma obra de arte, você também pode usá-lo de diversas outras maneiras. Thiago Valadares e seu sócio Lucas Tavares criaram, há sete meses, a NFMarket Agency, primeira agência especializada em NFTs no Brasil. Ele explica de maneira simples o que a tecnologia significa. 

“É um cartório digital onde você pode subir e guardar qualquer categoria de documento com a segurança de um blockchain. Desde uma planilha de trabalho até o diploma da faculdade”, diz.  

A maior segurança é no sentido de que quando você transforma um arquivo em NFT, e sobe em uma plataforma, é gerada uma chave onde só você consegue acessá-lo. As carteiras de criptomoedas, como o bitcoin, por exemplo, usam o mesmo sistema. 

Fan tokens é a nova arma de arrecadação para clubes de futebol

Além de tudo isso, diversas ligas esportivas e clubes de futebol pelo mundo descobriram, recentemente, o potencial de arrecadação deste mercado. A tradicional ligas norte-americanas de basquete, a NBA, já lançou produtos não fungíveis para os fãs e arrecadaram milhões. 

Os times de futebol mais tradicionais do mundo como Barcelona, Paris Saint German e Manchester United também lançaram produtos para esse segmento. No Brasil, os casos de maiores sucessos são do Atlético Mineiro e do Corinthians.

O time paulista lançou o $SCCP no dia do seu aniversário de 111 anos no último dia 1º de setembro. O clube vendeu 850 mil unidades da moeda em apenas duas horas, gerando algo em torno de R$ 8,5 milhões de reais. Apesar de não abrir os valores que ficaram com o clube, estima-se que o Corinthians ficou com 50% do valor.  

Quem conseguiu fazer a compra pôde votar na enquete que escolheu o atacante Ronaldo Fenômeno como  o próximo atleta a entrar no hall da fama do clube. Cada uma das moedas foi vendida, no dia 2 de setembro, por R$ 10,50. De acordo com o site Coin Market Cap, as 16h42 desta quinta-feira (28) a moeda está sendo negociada por R$ 7,39. Thiago acredita que essa será, também, uma forma do torcedor ajudar o clube. 

“É algo geracional, hoje para os jovens comprar arquivos digitais é normal. Meu filho tem 14 anos e diversos itens, dentro de jogos”, disse Thiago. 

NFT como ferramenta de Marketing

Apesar de já ter movimentado cerca de US$ 250 bilhões no mundo todo, esse mercado ainda é muito recente no Brasil. Thiago explica que precisa romper algumas desconfianças em grandes empresas para convencer de que o investimento em NFT faz sentido. 

“Ainda há muita dúvida na questão operacional, mas eu acredito que daqui a alguns anos todo plano de marketing vai ter que, obrigatoriamente, contemplar o NFT assim como hoje contempla as redes sociais”, diz. 

O virtual passando a ser real

Para muitos ainda pode não fazer tanto sentido ter uma obra de arte virtual, mas e se ela se transformar em algo palpável e transformador? Uma das iniciativas da NFMarket é o NFT Amazônia. 

Quem comprar uma das obras disponíveis, que retratam árvores, animais e lendas da região, estará plantando uma árvore real na floresta amazônica e cada uma delas poderá ser rastreada via Google Maps.

Um dos artistas que desenvolveram obras para a iniciativa é Lito. Ele explica que arte e tecnologia sempre andaram juntos em sua obra e que juntar isso com responsabilidade social e ambiental é significativo. 

“A tecnologia vem para agregar na arte e deixá-la ainda mais profunda. Quando entraram em contato comigo com a ideia do reflorestamento eu achei muito legal, a arte precisa ter esse background”, afirmou.      


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