Política

Alcolumbre rejeita reverter votação do Coaf e cita risco de MP caducar

Alcolumbre rejeita reverter votação do Coaf e cita risco de MP caducar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que a medida provisória da reforma administrativa corre o risco de caducar se os senadores quiserem manter o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Câmara votou para devolver o órgão ao Ministério da Economia e enviou a medida ao Senado. Se houver alteração nesse item teria que ser novamente analisado pelos deputados. A MP tem até o dia 3 de junho para passar pelo Congresso, se não, o governo seria obrigado a recriar ministérios.

“Eu acho que vai estar em um tempo muito curto em relação à estruturação da medida provisória e a gente acaba correndo um risco de, a partir de um destaque em relação à qualquer item, de cometer uma injustiça com o governo que tem a legitimidade de fazer a sua estrutura da forma como veio escrito na redação”, disse Alcolumbre.

A MP deve ser votada pelo plenário do Senado na próxima terça-feira, 28. Alcolumbre fará um apelo aos líderes partidários para que não mexam no texto votado na Câmara e arrisquem fazer o governo perder a reforma administrativa. O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), anunciou que apresentará um requerimento com outros parlamentares para que o Coaf continue com o ministro Sergio Moro. Bancadas como MDB, PSDB, DEM e PT, no entanto, rejeitam mexer nesse ponto.

O líder do PSL contestou o apelo feito para manter o texto da Câmara em troca de evitar que a MP caduque. “A Câmara não faz conta de tempo, se for votado e vai ser votado retirando o Coaf e colocando originalmente como está na 870, tem tempo sim para ir um dia lá para a Câmara e a Câmara revisar”, declarou.

Ele acrescentou que não é a “bancada do Moro” que está procurando reverter a votação dos deputados, mas, sim, “a bancada do combate à corrupção”. Major Olimpio aposta ainda nas manifestações de domingo, dia 26, para pressionar o Congresso a deixar o órgão sob o guarda-chuva da Justiça e Segurança Pública.