Economia

Alberto Corsetti é o novo presidente do Banco Safra

Ele substitui o então presidente, Rossano Maranhão, que deixou a instituição com um dos filhos do controlador do banco

Crédito: Arquivo/IstoÉ Dinheiro

Com seis meses de formação com cursos sobre o mercado financeiro, o programa também contará com seis meses de vivência comercial com o acompanhamento dos mentores e especialistas do banco (Crédito: Arquivo/IstoÉ Dinheiro)

O novo presidente do Banco Safra será Alberto Corsetti, conforme apurou o Estadão/Broadcast. Ele tem mais de 50 anos de casa e foi escolhido na esteira das mudanças ocorridas após a saída de Alberto Safra da instituição, na última sexta-feira, 25.

Cosetti substitui o então presidente do banco, Rossano Maranhão, que deixou a instituição com Alberto e o vice-presidente, Eduardo Sosa (seu substituto ainda não foi escolhido).

Para presidir o conselho de administração do banco, foi indicado o nome de João Carlos Chede, um integrante do alto escalão do banco no passado. Ainda falta, segundo fontes, o aval do colegiado para que seu nome seja aprovado.

Alberto deixou o conselho do Safra e seguirá apenas como acionista. Ele está montando um negócio na área financeira e com foco digital ao lado de Maranhão e Sosa.

Procurado, o Safra não comentou.

Divergências
A saída de Alberto Safra se deu, segundo apurou o Estadão/Broadcast, pelas divergências entre Alberto, que cuidava da área de clientes corporativos do banco, e seu irmão David, responsável pela área de pessoas físicas.

Essas divergências se acirraram com o lançamento da carteira digital do banco, a SafraWallet. Apesar de o projeto ter sido desenvolvido por Alberto, conforme fontes, David defendia que o negócio deveria ficar na área de varejo.

Alberto, contudo, queria que a carteira digital ficasse no negócio corporativo, uma vez que a ideia era integrar a operação à SafraPay, braço do banco que atua com maquininhas, lançado há pouco mais de dois anos. Montado do zero, o negócio vem crescendo no banco e já teria 3% de participação de mercado, ante 5% da rival PagSeguro e 6% da Stone, conforme dados de mercado, considerando o volume financeiro transacionado pelas marcas.

Apesar de as desavenças entre os irmãos serem conhecidas, a saída de Alberto, Maranhão e Sosa surpreendeu funcionários do banco. Enquanto Joseph ainda estava no dia a dia do banco, conforme fontes, ainda conseguia gerir os desentendimentos entre os filhos. Depois que se afastou, a convivência ficou mais difícil.

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