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AI critica uso excessivo da força por policiais de Hong Kong contra manifestantes

AI critica uso excessivo da força por policiais de Hong Kong contra manifestantes

Manifestações violentas são frequentes em Hong Kong há mais de três meses - AFP

A organização Anistia Internacional (AI) acusou nesta sexta-feira a polícia de Hong Kong de uso excessivo da força contra os manifestantes pró-democracia e denunciou “táticas ilegais” que em alguns casos podem ser chamadas de “tortura”.

Em um relatório elaborado com base em entrevistas com 20 manifestantes, alguns deles hospitalizados após sua detenção, a organização de defesa dos direitos humanos afirma que os policiais da ex-colônia britânica ultrapassam os níveis de contenção admitidos pela lei local e internacional.

“Aparentemente sedentas por represálias, as forças de segurança de Hong Kong mostram uma tendência preocupante de uso de táticas imprudentes e ilegais contra a população durante as manifestações”, declarou Nicholas Bequelin, diretor da AI para o leste da Ásia.

As táticas “incluem detenções arbitrárias e represálias violentas contra as pessoas detidas, atos que em alguns casos poderiam ser qualificados como tortura”.

A AI pede a criação de uma comissão de investigação independente sobre o comportamento da polícia, algo também defendido pelos manifestantes, mas rejeitado pelas autoridades.

A polícia de Hong Kong rejeitou as conclusões do relatório da Anistia e afirmou em um comunicado que seus agentes “sempre demonstram muita contenção no uso da força”.

Hong Kong é cenário há várias semanas de grandes manifestações, algumas delas violentas, que pedem mais liberdade democrática.

O movimento é o maior desafio ao governo da China desde que a cidade foi devolvida pela Grã-Bretanha em 1997.