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Agência Europeia de Medicamentos se pronuncia sobre vacina contra covid-19

Crédito: POOL/AFP/Arquivos

Enfermeiro se prepara para administrar a vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 no Instituto Michener, em Toronto, Canadá, em 14 de dezembro de 2020 - (Crédito: POOL/AFP/Arquivos)

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) deve se pronunciar nesta segunda-feira sobre a vacina contra a covid-19 da Pfizer-BioNTech, o que pode dar início à vacinação na Europa antes do fim do ano.

A EMA, com sede em Amsterdã, antecipou em uma semana a reunião inicialmente prevista para 29 de dezembro, durante a qual deve anunciar se autoriza ou não a vacina Pfizer-BioNTech, pressionada por vários países, com a Alemanha à frente, que desejam uma decisão rápida.

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Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, México, Costa Rica, Equador, Arábia Saudita, Israel, Singapura e Suíça já autorizaram a vacina Pfizer-BioNTech e alguns iniciaram as campanhas de vacinação.



A agência reguladora europeia havia anunciado que tomaria uma decisão quando os “dados sobre qualidade, segurança e eficácia da vacina fossem suficientemente sólidos e completos para determinar se os benefícios são maiores que os riscos”.

Os Estados membros da UE pretendem iniciar a campanha de vacinação em 27 de dezembro, desde que a EMA autorize, anunciou a Comissão Europeia.

Caso o comitê da EMA não anuncie uma decisão nesta segunda-feira, outra reunião acontecerá em 29 de dezembro.

A agência pretendia tomar uma decisão sobre a vacina do laboratório Moderna em 12 de janeiro, mas também antecipou a reunião em uma semana, como no caso da Pfizer-BioNTech.

A vacina desenvolvida pela gigante americana Pfizer e a empresa alemã BioNTech demonstrou eficácia de 95% nos testes clínicos internacionais em que foram administradas duas doses com três semanas de intervalo.

A EMA fez uma “análise contínua” dos dados procedentes das análises dos laboratórios e testes clínicos à medida que eram enviados. Em um período normal, a agência só examina os dados após o envio de todas as informações.

A Pfizer-BioNTech apresentou no dia 1 de dezembro uma solicitação de autorização e a EMA respondeu que tomaria a decisão em 28 de dezembro.

Mas Reino Unido, Estados Unidos e Canadá aprovaram o uso emergencial e iniciaram campanhas de vacinação.

Vários países reclamaram da lentidão do processo de decisão da agência europeia, incluindo Alemanha, Polônia e Hungria.

A EMA também sofreu um ciberataque no qual foram roubados dados sobre a Pfizer/BioNTech e a Moderna, mas o problema não teve impacto no calendário, segundo a agência.

Se a EMA autorizar a vacina nesta segunda-feira, a Comissão Europeia pretende aprovar rapidamente a decisão de iniciar a vacinação em toda a União Europeia, que tem quase 450 milhões de habitantes.

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