Economia

Advogados de executiva da Huawei detida no Canadá exigem documentos secretos

Crédito: AFP/Arquivos

Diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, em 27 de maio de 2020 em Vancouver - AFP/Arquivos (Crédito: AFP/Arquivos)

Os advogados da diretora financeira da Huawei, presa no no Canadá a pedido dos Estados Unidos, exigiram nesta segunda-feira a publicação de documentos dos serviços secretos que mostram, segundo eles, que os direitos de sua cliente foram violados durante a prisão.

Meng Wanzhou foi detida pela polícia em 1º de dezembro de 2018, durante uma escala no aeroporto de Vancouver, depois que a justiça dos EUA a acusou de ter driblado as sanções de Washington contra o Irã.

Seus advogados afirmaram nesta segunda-feira, no início de uma nova semana de audiências no tribunal de Vancouver, que sua cliente foi vítima de um complô entre o FBI e autoridades canadenses.

De acordo com a defesa, as autoridades canadenses atrasaram deliberadamente a prisão de Meng em Vancouver por horas, o tempo necessário para o FBI reunir provas contra ela.

Os advogados acreditam que os direitos de Meng foram violados. Ela foi interrogada durante três horas por agentes alfandegários canadenses sem saber do que era acusada, antes de ser oficialmente detida.

A Royal Canadian Gendarmerie (GRC, polícia federal) pegou os números de série de seus dispositivos eletrônicos para entregá-los ao FBI, segundo os advogados.

As autoridades canadenses negam ter violado os direitos da executiva chinesa.

A maioria dos 400 documentos judiciais exigidos diz respeito a intercâmbios entre as autoridades canadenses e americanas antes da prisão. O Ministério da Justiça canadense se opõe à sua publicação por motivos de segurança nacional.

A justiça já havia ordenado aos serviços de inteligência canadenses que entregassem esses elementos à defesa, mas os documentos recebidos pelos advogados tinham boa parte de seu conteúdo oculto com rasuras.

As audiências na Suprema Corte da Columbia Britânica continuarão durante o fim de semana.

Meng está em liberdade condicional em Vancouver durante o processo de extradição, cuja primeira fase durará até abril de 2021.

Sua prisão gerou uma crise diplomática sem precedentes entre Ottawa e Pequim.

Dias depois, dois cidadãos canadenses, o ex-diplomata Michael Kovrig e o consultor Michael Spavor, foram presos na China, antes de serem acusados de espionagem em meados de junho.

A prisão deles foi interpretada no Ocidente como uma medida de retaliação pela prisão de Meng.

Os Estados Unidos ampliaram na segunda-feira as sanções contra a companhia chinesa Huawei a 38 de suas filiais a fim de limitar o acesso à tecnologia americana.

Washington acusa a empresa de trabalhar para o governo de Pequim.

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