Acreditar e se apaixonar: comédia romântica ou cultura de performance?

Acreditar e se apaixonar: comédia romântica ou cultura de performance?

No artigo anterior abordamos os elementos essenciais para uma cultura com entrega de resultado. Eles são fundamentais para a construção de um modelo de gestão com métodos de planejamento e acompanhamento efetivo de resultados, mas acrescido de uma comunicação transparente e um ambiente de confiança entre os times. O tema central do nosso artigo de hoje discorre sobre o desenvolvimento de um ambiente no qual o time acredita e seja apaixonado pela empresa.

Acreditar? Se apaixonar?  O que dois termos usualmente ligados a sentimentos pessoais têm a ver com a construção de uma cultura corporativa direcionada a resultado? Fique tranquilo; esta coluna não perdeu a mão, nem o foco em tratar os temas ligados à cultura organizacional de forma racional e com método, mas estes elementos são igualmente essenciais na construção estratégica de cultura.

Estimular o sentimento no time de acreditar na visão da empresa, confiando que os objetivos e alvos são possíveis, além de ter líderes que acreditem no seu time e que eles confiem em seus líderes são fundamentais para a energia corporativa. Além disso, o desenvolvimento de uma paixão pela empresa e pelo seu propósito são primordiais para o comprometimento e entrega de todos.

Neste contexto quase novelesco, sinto dividir isso com os leitores que estão desanimados ou perdidos em suas culturas, ou ainda, acham que este papel é somente da área de RH. Reforço que a atitude de acreditar e de se apaixonar começa pela liderança. Eles precisam ser os primeiros a acreditar e se mostrar totalmente apaixonados. E são sentimentos que não se fingem, ou a sua liderança está alinhada com o que a companhia propõe, ou é melhor buscar uma recolocação no mercado, pois se a liderança não acreditar na visão de futuro e realização do presente, será muito difícil, ouso dizer impossível, os times se apaixonarem.

Antes de irmos para o passo a passo de como construir tais elementos em uma cultura, tente se lembrar de vídeos e falas dos executivos que admiramos e quais sentimentos eles criam. Quais características eles têm em comum?

Steve Jobs, Elon Musk, Richard Branson e Michael Dell. Todos eles são muito diferentes, no entanto, projetam dois sentimentos em quem os escuta: o sentimento de que é possível alcançar a sua visão e um sentimento de paixão pelo que estão construindo e que transborda para o nosso imaginário. Nos dá um sentimento de querer fazer parte de algo maior que a nossa própria jornada. É estimulante! Acreditar e se apaixonar são sentimentos que se retroalimentam, ou seja, quanto mais os desenvolvemos, mais afloram. Na próxima semana veremos que isso vale para qualquer atividade da empresa e quais os pontos de atenção para criar e manter essa cultura. Até lá.

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Sobre o autor

Heverton Peixoto é CEO-Presidente da Wiz. Graduado em Engenharia Civil, com MBA em Corporate Finance no Insead, foi consultor da Mckinsey & Company de 2008 a 2013 em projetos estratégicos no mercado bancário e de seguros da América Latina.


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