Economia

Ações comerciais por segurança nacional podem se estender ao alumínio, dizem EUA

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia o lançamento de ações comerciais para proteger os setores de alumínio, semicondutores e construção de navios, enquanto ao mesmo tempo almeja conversas sobre acordos com a União Europeia, o Japão e o Reino Unido, afirmou em entrevista nesta terça-feira o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross.

A autoridade deixou a porta aberta para a possibilidade de que o governo americano possa intervir para impulsionar a Westinghouse Electric, companhia de reatores nucleares que pediu proteção contra falência nos EUA no mês passado, e pode também tentar bloquear qualquer nova entidade estrangeira de investir na empresa. A Westinghouse é uma unidade da japonesa Toshiba. “Ter capacidade nuclear é obviamente um assunto de interesse nacional”, afirmou Ross. “Assim como o tratamento de rejeitos nucleares, que é outra atividade da Westinghouse. E também a manutenção de instalações nucleares.”

Na semana passada, os EUA lançaram uma investigação para reduzir suas importações de aço por preocupações com a segurança nacional. Além disso, o país impôs agora tarifas sobre madeira importada do Canadá por supostos subsídios injustos.

Ross deixou claro na entrevista que via essas ações como o começo de uma estratégia mais agressiva no comércio nos próximos meses dos EUA. Na semana passada, ao lançar a investigação sobre o aço, o governo listou seis “indústrias cruciais” em sua agenda comercial: aço, alumínio, veículos, aeronaves, construção naval e semicondutores. Ross disse que os semicondutores, a construção naval e o alumínio poderiam ser qualificados para proteção no âmbito da pouca usada seção 232 da lei comercial americana de 1962, que autoriza o governo a impor barreiras comerciais para proteger a segurança nacional.

A construção naval está “na prática demolida…nós precisamos claramente da construção naval como uma indústria”, acrescentou o secretário. “É algo que também olharemos.”

Ao mesmo tempo, Ross traçou uma agenda ambiciosa para renegociar acordos comerciais existentes, além de lançar novos. Ele disse que espera completar uma revisão do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) neste ano, o que seria um ritmo bem acelerado em comparação com o normal em negociações comerciais, que em geral levam anos. As negociações não podem começar até o fim de julho pelo menos, porque o governo americano precisa notificar o Congresso 90 dias antes de iniciar o diálogo. Ross disse que essa notificação deve ser feita em breve.

Citando o fato de que o México terá eleições presidenciais em dezembro de 2018, Ross disse que “se for muito para além de dezembro, será difícil do ponto de vista político ter algo ratificado pelo Congresso até lá”.

Trump tem afirmado que deseja renegociar uma série de acordos comerciais bilaterais. Questionado sobre detalhes desses plano, Ross citou o Reino Unido e a União Europeia e disse que o governo americano avalia a reabertura de conversas para impulsionar um acordo de livre-comércio com a Coreia do Sul e revigorar a busca por um acordo com a China.

Ross disse que o governo Trump está aberto a retomar dois acordos comerciais desejados pelo governo do ex-presidente Barack Obama, mas nunca concluídos: o Tratado de Investimento Bilateral com a China e a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento com a UE. Segundo o secretário, o acordo com o bloco europeu nunca foi cancelado. “Nós meio que suspendemos as negociações, mas nunca as cancelamos.”

O secretário sugeriu ainda que um acordo bilateral com o Reino Unido não é uma prioridade. Ele citou uma série de complicações, como a necessidade de que Londres primeiro negocie com a UE, bem como as eleições antecipadas no país europeu.

Ross disse ainda que o governo americano deseja “potencialmente reabrir a Coreia do Sul”, em referência a um acordo bilateral de cinco anos com Seul. O déficit comercial dos EUA com o aliado asiático aumentou bastante desde a implementação desse acordo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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