Economia

Abimaq: indústrias de máquinas e equipamentos vão doar respiradores mecânicos

Já passa de 100 o número de empresas no setor da indústria de máquinas e equipamentos que vão colocar suas linhas de produção à disposição do governo para produzir respiradores mecânicos para a rede hospitalar tratar os infectados pelo coronavírus. A informação foi passada há pouco pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso.

De acordo com ele, não haverá custos para o governo e os valores que o setor despenderá para produzir os respiradores não serão divulgados porque será uma doação da indústria.

“Não temos esse número. Muitos vão doar. Muitos custos não existirão ou não serão conhecidos”, disse, acrescentando que o esforço do setor para oferecer os equipamentos de saúde ao governo conta com empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas, Bahia e Distrito Federal.

Amanhã quatro pessoas da Abimaq e duas no Ministério da Economia começarão a tocar o dia a dia do projeto, informou Velloso. A iniciativa da indústria de desenvolver uma linha de produção de respiradores com capacidade de atender dois pacientes de uma vez nasceu de uma reunião da diretoria da Abimaq ontem (21), com o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos Alexandre Da Costa, e mais cinco membros do gabinete de crise do governo federal.

Pelo que sinalizou o secretário, a demanda será de 2 mil respiradores por semana para atender o pico de infectados, em abril. Perguntado pelo Broadcast se acredita que o setor conseguirá atender à demanda, Velloso, disse que a indústria está trabalhando para isso.

“Olha, corro risco de afirmar. Mas estamos trabalhando para isso. Estamos trabalhando para, rapidamente, transformar empresas de máquinas, componentes, equipamentos e outros em fabricantes de respiradores mecânicos. Para quem puder ou quiser colaborar, criamos um grupo que está tratando disto. Temos pouco tempo”, disse.

Pelo Ministério da Economia, disse Velloso, é o secretário do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviços e Inovação (SDIC), Gustavo Ene, que coordenará o processo.

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