A revolução orgânica

A revolução orgânica

Quem duvida da força dos alimentos orgânicos, livres de agrotóxico e engenharia genética, deve olhar para os números do maior mercado do mundo, os Estados Unidos. A demanda dos consumidores por esse tipo de comida está iniciando uma espécie de revolução no mercado de grãos. Segundo dados do governo americano, a importação de milho orgânico dobrou em 2016, saindo de 300 mil toneladas para 600 mil.

O preço do produto, por outro lado, caiu 30%. Já a compra de soja importada cresceu de pouco mais de 300 mil toneladas para quase 400 mil, sendo que o preço do grão ficou 20% menor. Esse movimento está relacionado com estratégias da indústria de proteínas.

DIN1008_sustenta2Empresas como Tyson Foods e Pilgrim’s Pride, as maiores do setor no país, têm aumentado a oferta de carne proveniente de frangos e bovinos alimentados com ração orgânica. De acordo com o Departamento de Agricultura, a venda de comida orgânica certificada subiu 10% no ano passado, para US$ 12,3 bilhões.

O mercado geral de comida cresceu apenas 0,7%. Os números, no entanto, não consideram a rede Whole Foods, maior varejista de comida natural dos EUA. Incluindo suas vendas, o setor fatura cerca de US$ 30 bilhões.

Ainda é pouco para um mercado que movimenta mais de US$ 600 bilhões no país. Mas, segundo reportagem do jornal Wall Street Journal, alguns fazendeiros já estão reclamando que os grãos orgânicos importados sofrem menos regulação e estão exigindo medidas protecionistas.

(Nota publicada na Edição 1008 da Revista Dinheiro)

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