A parábola dos talentos

A parábola dos talentos

O universo privilegia aqueles que multiplicam seus dons, talentos e habilidades em busca de resultados

No ambiente corporativo existem muitos conceitos milenares extraídos da Bíblia, embora algumas pessoas desconheçam a sua fonte literária. É comum no mundo dos negócios frases como: “Vamos tomar uma decisão salomônica”; “Precisamos separar o joio do trigo”; “É preciso ver para crer”, entre outros.

Eu, pessoalmente, adoro a parábola dos talentos por sua aplicação no ambiente profissional e empresarial. Essa linda história relata o seguinte episódio:

Um certo homem, antes de partir de sua terra, chamou seus servos e entregou-lhes os seus bens. A um, deu cinco talentos; a outro, dois; e ao outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se para longe. E tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e conseguiu outros cinco talentos. Da mesma forma, o que recebera dois conseguiu também outros dois. Mas o que recebera um talento foi enterrá-lo no chão, e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois voltou o senhor daqueles servos para fazer a prestação de contas com eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, e disse: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que consegui. E o seu senhor lhe disse: Servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. E chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles consegui outros dois talentos. Disse-lhe o senhor: Servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. Mas chegando o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor disse-lhe: Servo mau e negligente; sabias que ceifo onde não semeio e ajunto onde não espalho; deveria ao menos ter dado meu dinheiro aos banqueiros, e quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o pouco que tem será tirado. (Mateus 25)

Se esse relato não estivesse registrado na Bíblia, eu diria que o senhor das terras fora muito severo. Mas prefiro pensar que o próprio universo privilegia aqueles que multiplicam seus dons, talentos e habilidades em busca de resultados. Costumo dizer que no ambiente corporativo, o profissional está sempre ganhando ou perdendo espaço, dependendo das escolhas, decisões e ações de cada dia. A empresa não pode remunerar a incompetência, ineficiência ou inércia. Por isso, ela privilegia aqueles colaboradores que têm iniciativa própria e não esperam serem mandados para cumprir uma tarefa e colaborar em um projeto. Finalmente, é reconhecido, valorizado e promovido quem proporcionar o maior número de soluções tanto para o cliente interno como para o cliente externo.  Concluo dizendo, ainda, que talento não apresentado ao mundo de nada vale. Você pode ser a pessoa mais talentosa do mundo, mas precisará demonstrar ao mundo o que tem para oferecer e como pode beneficiar a sociedade.

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Sobre o autor

Carlos Wizard Martins, 64 anos, é empresário, controlador do Grupo Sforza Holding, escritor e empreendedor social.


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