Live da Dinheiro

“A pandemia acabou enterrando empresas que já estavam mortas”, diz presidente do Grupo Salus

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Carla Sarni: “Não somos empreendedores de palco. Na quarentena, enquanto muitos empresários se colocaram em férias, nós nos desdobramos em trabalho, com um olhar ainda mais especial aos nossos negócios” (Crédito: Divulgação)

Filha de um motorista de ônibus e uma cabeleireira, a empresária e dentista Carla Sarni criou a maior rede de clínicas odontológicas do Brasil, a Sorridents. Nos tempos de faculdade, ela foi chamada de camelô, porque vendia água, roupa e bugigangas na porta da escola para ajudar a pagar a mensalidade. Hoje, Carla preside o Grupo Salus, que ainda conta com a rede de atendimento oftalmológico Olhar Certo e a Giolaser, de serviços de estética. Ela tem 5 milhões de clientes e 400 mil pacientes em tratamento. Sarni foi a convidada da live da IstoÉ Dinheiro da segunda-feira, 24, e falou como as franquias do setor de saúde e bem-estar estão enfrentando a crise da pandemia do coronavírus. “A pandemia acabou enterrando empresas que já estavam mortas”, avalia.

Na conversa com o editor-assistente de Negócios, Sérgio Vieira, Carla conta que trabalho, planejamento e foco são seus conselhos para quem quer se aventurar pelo mundo das franquias e fazer bons negócios. “Não somos empreendedores de palco. Na quarentena, enquanto muitos empresários se colocaram em férias, nós nos desdobramos em trabalho, com um olhar ainda mais especial aos nossos negócios”, diz.

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O resultado, segundo a empresária, é que seus negócios crescem numa velocidade impressionante no primeiro semestre. Mais de 27% no caso da “Sorridents”, 300% só em julho no caso da “Olhar Certo” e a Giolaser, que avançou mais de 20% nos seis meses, tendo em vista que ficou fechada durante a quarentena.

O grupo conta hoje com 440 unidades, sendo 360 da Sorridents, 70 da Giolaser e 10 da Olhar Certo. O plano, segundo a executiva, é completar 2020 com mais 155 unidades. O projeto é chegar a mil unidades até 2023. “Sonho tem que ter prazo.”

Ela começou a carreira de dentista logo depois de formada e não imaginou que chegaria tão longe. Em 2016, depois de anos investindo no negócio aqui no Brasil, a empresa virou case na Universidade de Harvard e este ano em Stanford, ambas, nos Estados Unidos. Na sua avaliação, é preciso se organizar, colocar uma meta, uma data, se capacitar, estudar e se dedicar. Não existe fórmula mágica. Carla diz que não expandiu as clínicas do dia pra noite, mas numa trajetória de 25 anos.

Na live, ela conta que chegou a quebrar em 2009 por fazer apostas erradas e conseguiu corrigir o rumo dos negócios. Na crise sanitária da covid-19, enquanto que a Sorridents e a Olhar Certo seguiram abertas durante o período de isolamento social, a Giolaser precisou fechar as portas, mas, gradativamente, retoma as atividades. Somente em julho, a holding teve alta de 30% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Para a empresária, a crise se tornou uma grande oportunidade de crescimento. Para ela, foi surpresa o crescimento inimaginável de mais de 27% na Sorridents, mas destaca que o “pulo do gato” foi agir rapidamente. “Quando, praticamente, todas as clínicas do País fecharam as portas, nós, em 24 horas, colocamos o primeiro canal de odontologia no ar para atender as urgências. A velocidade da reação é crucial para os negócios. Surfamos na onda da demanda reprimida”, diz. Seu grupo abocanhou mais 600 novos clientes por dia e 240 cirurgias por semana. “Transformamos os nossos clientes em fãs. Esse é o grande desafio dos dentistas, que é gerar fãs”, finaliza.

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