Dinheiro em foco

“A PagBrasil oferece 20 maneiras diferentes de pagamento eletrônico. O objetivo é facilitar mais o sistema com nossa tecnologia.”

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Quem é RALF GERMER: Mestrado em engenharia e gestão de negócios, ciência da computação, engenharia elétrica e mecânica na Fachhochschule Heilbronn (1990 - 1994); Vice presidente de marketing de produtos para a Europa da Actebis; Fundador da 4M Iberoamérica; CEO e cofundador da PagBrasil. (Crédito: Divulgação)


Em entrevista à DINHEIRO, Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil fala sobre o interesse em expandir cada vez mais com foco no mercado brasileiro.

Quais são as inovações?
Trabalhamos neste momento o PEC Flash que permite o consumidor pagar em dinheiro pelas compras feitas pela internet em casas lotéricas usando apenas o CPF: não há necessidade de conta bancária, boleto, cartão de débito ou crédito. Ao final da compra, o sistema emite um código e o consumidor, munido desta informação e do CPF consegue concluir a transação. A loja recebe a confirmação em alguns instantes e até créditos para jogos online poderão ser adquiridos dessa maneira.

Há um foco nos desbancarizados?
Sim, Os dados do relatório Webshoppers da E-Bit|Nilsen, que monitora o e-commerce brasileiro, mostram que em 2018 este setor movimentou R$ 26,4 bilhões, mesmo com o Instituto Data Popular apontando 55 milhões de desbancarizados. A PagBrasil considera que o PEC Flash está em um cenário promissor.

E como a tecnologia é utilizada nos produtos da empresa?
Atualizamos o Boleto Flash (lançado em 2016) que confirma o pagamento em menos de duas horas ao lojista. Isso soluciona dois dos maiores problemas do boleto antigo: confirmação do pagamento demorada e layout não responsivo. Além disso, também oferece ao lojista flexibilidade para definir a data de vencimento individualmente por boleto emitido e, inclusive, alterá-la após a emissão.

Qual a expectativa para 2020?
Não abrimos nossos números, mas esperamos um resultado acima de 100% em relação ao de 2019.

Número da semana
R$ 450

A menos em recursos é a diferença do quanto as mulheres investiram em janeiro em comparação com a quantia aplicada por homens. O levantamento foi feito pelo aplicativo Guiabolso que apontou ainda que somente 15% delas fazem este tipo de movimentação. As mulheres representam 39% dos usuários do aplicativo e a renda delas costuma ser 17,7% menor que a deles. No quesito investimentos, elas são minoria. Ao levar em conta diversas aplicações (incluindo poupança, CBDs, fundos de investimento e outras opções), as mulheres ficam atrás dos homens, tanto no percentual dos que aplicam como no valor médio investido. “Só a partir de 1962, por exemplo, as mulheres puderam tirar CPF e ter uma conta bancária. Essa inclusão tardia do público feminino acabou fomentando por muito tempo a ideia de que dinheiro é algo para o homem cuidar. Hoje, com as iniciativas do mercado financeiro de produtos voltados para mulheres, esperamos que cada vez tenhamos investidoras para discutir sobre o tema”, diz Yolanda Fordelone, economista do Guiabolso.