Tecnologia

A mistura da Zmes

Pós-agência de marketing digital nasce com acionistas de peso e promessa de atendimento personalizado para grandes clientes.

Crédito: Divulgação

PLANO Liderada por Marcelo Tripoli (primeiro à esq.), equipe da Zmes vai focar em empresas de porte elevado, com orçamento acima de R$ 10 milhões para comunicação digital. (Crédito: Divulgação)

Com uma mistura que promete apimentar o mercado de marketing digital, a Zmes foi lançada oficialmente nesta semana. Os três principais ingredientes do que tem sido chamada de pós-agência pelos fundadores e sócios são consultoria – para realizar diagnósticos e calcular o potencial financeiro dos clientes –, criação e conteúdo – para conectar marcas aos consumidores – e tecnologia de ponta – com uso de Inteligência Artificial e análise de dados a partir de soluções proprietárias. O modelo de negócio foge da concorrência com as agências de publicidade tradicionais e mira o embate com a Accenture, multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing. “Existe muita frustração e dificuldade das grandes empresas, principalmente as não nativas digitais, que estão fazendo a transformação agora, em operar o marketing digital. Tem um forte gap cultural e tecnológico. Nascemos para suprir isso”, afirmou à DINHEIRO Marcelo Tripoli.



Tripoli deixou a vice-presidência da consultoria McKinsey para fundar a Zmes e ser o principal executivo da companhia, cujo foco será concentrado em grandes companhias que possuem investimentos em marketing digital acima de R$ 10 milhões por ano. Isso porque a Zmes vai montar uma equipe de profissionais de planejamento, tecnologia, mídia e criação para cada cliente, em atendimento personalizado, que só terá início depois de um diagnóstico de plano de trabalho definidos. “Vamos trabalhar só com times dedicados, ao contrário das agências regulares, que têm um pool de recursos compartilhados, equipes fragmentadas”, disse Tripoli. O executivo pretende conseguir aumento de pelo menos 20% em receitas e margens. O pagamento dos clientes para a Zmes também será diferenciado, com casos em que 50% do contrato atrelado à conquista terá metas estabelecidas no início de cada campanha. “Vamos trabalhar em parceria, com imersão total no negócio do cliente”, afirmou.

Além do comando de Tripoli, que possui mais de 20 anos de experiência no mercado, a Zmes (que significa mistura, em eslovaco) nasce com aporte e bagagem de importantes nomes do empresariado brasileiro. Entre os sócios-investidores estão Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, fundador e CEO do Boticário, respectivamente, Helio Rotenberg, fundador e CEO da Positivo Tecnologia, e Claudio Loureiro, fundador da Heads Propaganda. Juntos, investiram R$ 18 milhões e terão 42,5% de participação na Zmes. Marcelo Tripoli tem outros 42,5% de participação. Os 15% restantes pertencem ao grupo de profissionais que formam a liderança da Zmes. A marca já começa a operação internacionalizada, com um escritório em São Paulo e outro na cidade de Haikou, na China. “Esse hub atua para conectar as inovações do mercado chinês com o mercado brasileiro”, disse Tripoli.


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