Estilo

A melhor aplicação em bolsa

Símbolo de status, o modelo Birkin, da grife francesa Hermès, se tornou também uma opção de investimento com valorização garantida mesmo em tempos incertos.

Crédito: Divulgação

Quando Melania Trump deixou a Casa Branca, na semana passada, chamou atenção o traje preto fúnebre da cabeça aos pés: vestido Dolce & Gabbana, jaqueta Chanel, sapatos Louboutin e bolsa Hermès. O valor total do look foi estimado em quase US$ 80 mil. Somente a bolsa, modelo Birkin de couro de crocodilo, não sai por menos de US$ 70 mil. Ainda que a quantia possa chocar a maioria dos mortais, ela deve ser entendida não apenas como ostentação e sim como investimento. Mesmo usada, uma Birkin pode valer mais do que o preço pago por uma nova na loja.

Como a procura pela Birkin cresce em todo o mundo, o modelo de bolsa da Hermès se tornou um ativo financeiro. Em outras palavras: mesmo quem não puder arcar com a compra de uma Birkin poderá lucrar com “ações” referentes a uma parte de seu valor. É isso o que oferece a plataforma on-line Rally Road, que firmou parceria com a revendedora de bolsas Privé Porter para listar a Birkin como opção de investimento. O retorno, segundo analistas de mercado, é garantido.

O que torna a Birkin tão desejada não é o design ou material, e sim a exclusividade. Sem revelar quantas bolsas entrega anualmente, a grife afirma apenas que a produção é limitadíssima e que a lista de espera pode chegar a anos. Cada unidade é inteiramente feita à mão. A costura se baseia no ponto-sela, muito resistente, o mesmo usado em equipamentos de equitação. Cortes precisos são aplicados em diferentes tipos de couro, como o de avestruz, cordeiro ou crocodilo, por artesãos que podem levar uma década para se qualificar.

EXCLUSIVÍSSIMA Melania Trump com seu modelo de US$ 70 mil. A lista de espera pode durar anos. (Crédito:Mandel Ngan)

As clientes podem escolher entre vários estilos, cores e tamanhos, fazendo com que cada bolsa seja única, com preço a partir de US$ 12 mil. O modelo nunca é vendido com desconto. Evidentemente, não basta ir a uma loja para garantir um lugar na fila. Mesmo para quem se dispõe a pagar milhares de dólares para sair dali com sua Birkin, pode ser que a vez nunca chegue, pelos mais diferentes motivos alegados. Ser uma celebridade ou it-girl ajuda bastante, assim como manter relacionamento de longa data como cliente da grife. Resultado: hoje a maneira mais fácil de adquirir uma Birkin é por meio de um site de revenda.



Não era assim na época de lançamento, em 1984, quando o modelo custava em média US$ 2 mil. A estratégia de restringir a produção surgiu conforme a Birkin foi ganhando fãs. A Hermès percebeu que proderia transformar seu produto não apenas em objeto do desejo, mas de culto. Hoje, o modelo é responsável por mais de 50% da receita obtida com as vendas gerais da empresa.

RECORDE Atento ao possível retorno financeiro, o público masculino engrossou o grupo de compradores. A procura, aquecida, tem levado os valores à estratosfera. No ano passado, um modelo Diamond Himalaya 25, produzido em 2016 com pele de crocodilo niloticus, coberto com ouro branco e diamantes, estabeleceu o recorde mundial de bolsa mais cara da história. Ela foi arrematada na Christie’s de Londres, por 230 mil libras esterlinas ou R$ 1.704.730 pelo câmbio da quarta-feira (27). Por uma bolsa. Ou melhor, por um ativo financeiro.

Veja também
+ Até 2019, havia mais gente nas prisões do que na bolsa de valores do Brasil
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Chef playmate cria receita afrodisíaca para o Dia do Orgasmo
+ Mercedes-Benz Sprinter ganha versão motorhome
+ Anorexia, um transtorno alimentar que pode levar à morte
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Veja quanto custa comer nos restaurantes dos jurados do MasterChef
+ Leilão de carros e motos tem desde Kombi a Nissan Frontier 0km