Edição nº 1103 11.01 Ver ediçõs anteriores

“A Kroton será uma nova empresa daqui a cinco anos”

“A Kroton será uma nova empresa daqui a cinco anos”

O grupo educacional Kroton, com faturamento de R$ 5,6 bilhões e mais de 1 milhão de alunos atendidos nos ensinos básico e superior, surpreendeu recentemente o mercado ao comprar a Somos, grupo de educação básica, por R$ 6,2 bilhões. Na semana passada, a companhia anunciou que vai apoiar um andar inteiro no novo prédio do Cubo, o centro de aceleração de startups do Itaú, dedicado às chamadas edtechs. Rodrigo Galindo, o CEO da Kroton, falou sobre isso, a integração com a Somos, os planos da empresa e muito mais no programa MOEDA FORTE na TV Dinheiro, que vai ao ar na segunda-feira, 25 de junho. Acompanhe abaixo alguns trechos:

A Kroton acaba de anunciar a criação de um andar inteiro dedicado às startups de educação no Cubo, o centro de inovação e aceleração do Itaú. O que está por trás dessa estratégia?
É preciso dar dois passos para trás para contar essa estratégia e dizer como a Kroton passou a se dedicar a essa jornada de transformação digital. Em 2017, refizemos o nosso planejamento estratégico e chegamos à conclusão na companhia de que precisaríamos desenvolver a tal da transformação digital. Mapeamos 25 empresas que estavam passando por esse momento de transformação no Brasil e no mundo. Percebemos que precisávamos passar por isso.

E como tem sido esse processo?
A gente vê a transformação digital de duas formas diferentes. A primeira é a empresa se digitalizar para entregar experiências para os seus clientes. A segunda é o que a gente chama de ser digital. Isso tem a ver com a cultura organizacional e é a mudança mais difícil de se fazer. Começamos a implementar a metodologia que se beneficia de times ágeis. Usamos o SAFE, que é o Scale Agile Framework. Temos 80% do nosso time de desenvolvimento rodando em times ágeis, com gente de todas as áreas. E isso está sendo irradiado para outras áreas da companhia.

A entrada no Cubo tem a ver com isso?
Sim. Como a gente se oxigena sabendo o que está acontecendo fora da nossa organização e se aproximando do ecossistema de edtechs? O Cubo, que é o maior hub de startups da América Latina, terá um andar inteiro dedicado à educação. Lá, fisicamente, estarão 12 startups selecionadas por nós. Mas, para chegar nas 12, teremos contato com centenas. Estaremos próximos do que está acontecendo.

O que a Kroton quer das startups?
Queremos startups que entendam os problemas da educação brasileira, sejam eles da Kroton ou da educação pública. É um passo a mais que a gente dá nesse processo de transformação digital. A garantia que a gente tem é que a Kroton será uma nova empresa daqui a cinco anos. Uma empresa muito mais apta ou para gerar a disrupção no negócio da educação ou para estar preparada para reagir caso a disrupção venha de fora.

(Nota publicada na Edição 1075 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Pedro Arbex e Vera Ondei)


Mais posts

Para o alto e avante!

A expansão da economia está fazendo subir a venda de máquinas no País. Prova disso é o desempenho da subsidiária brasileira da gigante [...]

Frase da semana

“Meu filho é qualificado, e o resto é fofoca” Hamilton Mourão,  Vice-presidente da República, ao comentar a nomeação do filho Antonio [...]

Gandini volta a sorrir

O empresário José Luiz Gandini, dono da Kia Motors no Brasil e presidente da associação das importadoras de automóveis, a Abeifa, está [...]

Quem quer ser um motoqueiro?

A montadora indiana Royal Enfield, com suas motos retrô que lembram os filmes de Indiana Jones, quer acelerar no Brasil com novas [...]

Negócio de pai para filho

Um dos maiores grupos hoteleiros de capital nacional, a rede mineira Tauá Hotéis e Resorts está mudando de comando neste mês, mas não [...]
Ver mais
X

Copyright © 2019 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.