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A grande lição do Chile para o ensino brasileiro

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Se medida for adotada, escolas terão de aumentar as horas das aulas por dia (Crédito: Divulgação)

O desempenho do Brasil nas avaliações internacionais que medem o desempenho dos estudantes costuma ser pífia – e retrata o descaso do País com a educação. Investir no setor deveria ser a prioridade de qualquer governo. Mas o presidente Bolsonaro acredita que é cortando verbas para o ensino e a pesquisa que se constrói uma nação. Pois ele deveria aprender o básico com o vizinho Chile. Na mesma tarde em que o Brasil anunciou o corte de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado (o terceiro deste ano, em que já foram eliminadas 11 mil bolsas apenas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior, a Capes), o Chile aprovou, por lei, a gratuidade do ensino superior. Para a porta-voz do governo chileno, Paula Narváez, a lei “dá tranquilidade aos jovens para que seus talentos, suas capacidades e sua inteligência possam se desenvolver em um Estado que lhes dá oportunidades”. Oportunidades que faltam a nós brasileiros.

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