Finanças

À espera de Copom, dólar fecha em alta com sinalização do Fed

Crédito: Arquivo / Reuters

O mercado também manteve ansiedade antes da decisão de política monetária doméstica mais tarde (Crédito: Arquivo / Reuters)

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou em alta nesta quarta-feira, acima de 5,30 reais, com uma arrancada vespertina após indicações de que cortes de estímulos nos Estados Unidos estão mais próximos, enquanto o mercado também manteve ansiedade antes da decisão de política monetária doméstica mais tarde.

O dólar à vista subiu 0,34%, a 5,3033 reais na venda.

A moeda operou entre estabilidade e baixa ao longo de toda a manhã e início da tarde, indo a uma mínima de 5,2501 reais (-0,67%). Mas depois das 15h (de Brasília) houve forte vaivém nos preços, e a cotação chegou a se aproximar dos pontos mínimos de mais cedo, apenas para então iniciar uma escalada íngreme que rapidamente a fez trocar de sinal e bater uma máxima de 5,3194 reais (+0,64%).

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A reviravolta foi ditada pelas sinalizações do banco central norte-americano (Fed) de que o começo da redução de compras de ativos (“tapering”) está mais próximo, com chances ainda de juros mais altos antes do esperado.

Lá fora, o índice do dólar também mostrou volatilidade e, após cair 0,24% na mínima da sessão pós-anúncio do Fed, subia 0,25% no fim da tarde, para máximas em um mês.

A aguda volatilidade após o anúncio da decisão do Fed e as falas do chair do banco, Jerome Powell, mexeu com as precificações de retornos de taxas de juros embutidas em contratos de real.

Esse número –uma medida da atratividade da moeda brasileira– por um breve momento chegou a despencar, na esteira da perspectiva de que a oferta de liquidez em dólar diminua e que o custo de oportunidade de se deixar de apostar na moeda norte-americana fique mais alto à medida que os EUA se preparam para o “tapering” e apontam juros mais altos já em 2022.

A taxa de juros implícita nos contratos de câmbio a termo de real/dólar de um ano caiu de 8,24% para 8,01% por volta de 16h30. O rendimento amenizou perdas, mas ainda estava em 8,16%, patamar abaixo do da véspera e da máxima recente de 8,39%.

“A nossa taxa de juros não vai subir mais com tanto ímpeto apesar de o Copom estar atrás da curva de inflação, enquanto nos EUA eles se aproximam de cortar compras de ativos. Isso mantém o ‘gap’ (diferencial) entre ambas as políticas monetárias e ajuda a explicar por que o dólar ainda está acima de 5 reais mesmo com os aumentos de juros aqui já efetuados”, disse Paloma Brum, analista da Toro Investimentos.

O Banco Central deve anunciar a partir de 18h30 desta quarta-feira sua decisão de juros, com ampla expectativa de acréscimo de 1 ponto percentual na Selic, para 6,25% ao ano.

Dias atrás, o mercado se dividia entre elevação de 1,25 ponto e 1,50 ponto, mas essas apostas foram desarmadas por declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o Copom não reagiria a cada dado de alta frequência.

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