Edição nº 1070 18.05 Ver ediçõs anteriores

A energia que vem do lixo

A energia que vem do lixo

A startup brasileira Rewater desenvolveu uma tecnologia capaz de gerar energia a partir do chorume, como é conhecido o líquido resultante da decomposição do lixo. No sistema, parte do gás produzido no tratamento desse material é reaproveitado para abastecer a demanda energética das próprias estações de esgoto. “A tecnologia consegue suprir até 50% do consumo de energia de uma unidade”, afirma Sérgio Groba, CEO da Rewater. Fundada em 2016, a partir de um aporte de R$ 2 milhões da Salix Investimentos e Participações, a companhia nasceu de um sistema criado pelo diretor técnico Caius Camargo.

A solução remove boa parte dos componentes tóxicos no tratamento do chorume e reduz, em média, de 30% a 40% nos custos desse processo. Em alguns casos, é possível descartar o material em rios, sem rejeitos e dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Depois de um trabalho de quase dois anos de desenvolvimento, a empresa começa a conquistar os primeiros contratos de fornecimento. O portfólio inclui a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa), que, desde março, adota a tecnologia em 23 estações, além de projetos em Guarulhos, na Grande São Paulo, e em Mogi Guaçu e Tremembé, cidades do interior paulista. “Estamos em um momento de comprovação. A meta é fechar 2018 com pelo menos dez contratos”, diz Groba.

Um dos próximos passos da companhia é escalar a oferta de geração de energia. Para isso, a principal estratégia é participar de um edital da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri (SP), a maior do Estado de São Paulo . A licitação está prevista para o segundo semestre deste ano e incluirá a oferta de alternativas energéticas como um dos seus requisitos. “Estamos buscando parceiros para formar um consórcio. Uma iniciativa desse porte deve exigir um investimento entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões”, diz Erick Herbert Thau, CEO da Salix e diretor financeiro da Rewater. A empresa também está negociando a implantação de um projeto-piloto do sistema com a Sanasa.

(Nota publicada na Edição 1069 da Revista Dinheiro)


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