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A economia viável

Paulo Guedes. o futuro superministro da economia, tem verdadeiros craques na equipe. Obviamente, a pauta para mudanças é enorme e, os desafios, infinitos

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Albert Einstein, um dos maiores gênios da humanidade, citou uma máxima: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. A nova equipe econômica parece estar mais do que à altura dos desafios que o País tem pela frente e se mostra disposta a fazer diferente. Um verdadeiro dream team de liberais chega para provocar um novo modelo mental aos brasileiros: o de que o mercado é a principal força indutora para o desenvolvimento socioeconômico, e não o Estado. Mas afinal, quem é o mercado?

A resposta é simples. O mercado são todos os agentes que movimentam a roda da economia, de indivíduos a empresas e governos, seja por meio do trabalho ou do capital.Paulo Guedes, o futuro superministro da economia, considerado o grande líder do time de liberais, tem verdadeiros craques na equipe, como Carlos Alexandre Costa, à frente da secretaria de Produtividade, Marcos Troyjo, do Comércio Exterior, Paulo Uebel, no Planejamento, Salim Mattar, na Desestatização e muitos outros. Obviamente, a pauta para mudanças é enorme, e os desafios, infinitos: Congresso novo pela frente; um modelo político que busca romper o tradicional toma lá dá cá; um estrago tamanho que levou o Brasil à pior crise política e econômica de todos os tempos — com um rombo nas contas do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal.

Fora esses e muitos outros fatores, talvez o pior seja o ranço de políticas equivocadas durante muitos anos. Por exemplo: socialistas iludindo os mais pobres e kenesyanos ludibriando as elites. A influência foi tamanha nesses últimos anos que o americano Paul Krugmann veio ao Brasil recentemente e levou parte do empresariado a pensar ser ele um pensador alinhado com a filosofia do novo governo. Muitos não sabem que o Prêmio Nobel de 2008 é um liberal (do termo em inglês). Este conceito americano é da figura de um interventor, simpatizante de investimentos do Estado, ou seja, de um kenesyano. Aliás, Krugmann se vende como um neokenezyano. Que supostamente defende vultosos investimentos do Estado (gastos) e a abertura econômica para a comercialização global. Mas qual o economista minimamente sensato não defende o comércio pujante entre países? Fico imaginando Paulo Guedes debatendo com ele. Seria curioso saber a sua opinião sobre este economista. Os liberais de fato, nos Estados Unidos, são representados pelos libertarians (em inglês) de várias correntes. Ótimas referências são os Prêmios Nobel da Escola de Chicago, Milton Friedman (Nobel de 1976) e Gary Becker, (1992), e o da Escola Austríaca, Friedrich Hayek (Nobel 1974). Importante que nossa elite empresarial, que tem em sua essência o apreço pelo trabalho e a geração de oportunidades e renda, desenvolva uma melhor compreensão sobre o que de fato representa o verdadeiro liberalismo, para não cair em armadilhas marqueteiras como a de Paul Krugmann.

Seguindo a lógica de “Mais Brasil e Menos Brasília”, é tão importante quanto seguirmos o caminho de “Mais Liberalismo e Menos Kenesysianismo”.