Semanal

A cortina de fumaça (do óleo diesel queimado) da Petrobras

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bolsonaro voltou a falar nesta quarta-feira sobre sua intenção de privatizar a Petrobras e chamou, durante entrevista à Rádio Cultura do Espírito Santo, a petroleiro de "monstrengo" (Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em menos de 24 horas eu ouvi pelo menos três das mais importantes lideranças políticas do Brasil falar sobre privatizar a Petrobras. Na manhã de quinta-feira o presidente Jair Bolsonaro, em tom lamentoso, disse que não pode fazer nada pelos preços do combustível e gás de cozinha, e que sentia vontade de vender a estatal. Na noite anterior, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) encheu o peito de coragem para enaltecer a alteração do ICMS promovida pela Casa que comanda e, de quebra, cobrou a privatização da estatal. Por fim, foi a vez do guru da Economia, Paulo Guedes, dizer que queria privatizar a Petrobras e usar o dinheiro das ações para os mais vulneráveis.



Em um país sério, essas três menções seriam o suficiente para um turbilhão de suposições no mercado financeiro, especulações nos sindicatos de classe, movimentação política. Mas não no Brasil. E o motivo é mesmo do conto de fadas do menino que mentia tantas vezes que, quando ele tentava dizer a verdade, a mãe não acreditava. A única política concreta e duradoura do governo Bolsonaro é a cortina de fumaça.

Quando o governo não sabe o que fazer ou não quer falar de um determinado assunto, a resposta é sempre uma fala mal rude, um gesto neonazista, uma foto polêmica. Essa é a marca do governo Bolsonaro. E não sou só eu que estou falando. Em um período de três horas, a jornalista que vos escreve enviou uma mensagem de texto para cinco analistas do mercado financeiro e cinco analistas políticos. A pergunta foi a mesma: “Qual a chance, de 0 a 10, de Bolsonaro privatizar a Petrobras?”. Na média dos dez respondentes, a chance é 2. A explicação para a nota baixa foi basicamente a mesma. As promessas do governo não foram feitas para serem atendidas, apenas para serem alastradas.

Então, quando Bolsonaro diz em tom de lamento que “não pode fazer nada pelo preço do combustível” ou quando Guedes diz que vai vender a Petrobras para ajudar os pobres, não significa nem que a petroleira será vendida e muito menos que os dois realmente acreditam (ou farão) o que proferem. Se a eleição de 2022 é o pré-sal do governo Bolsonaro, claramente a perfuração já começou.




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