A contraprova da Roche

A contraprova da Roche

O grupo suíço Roche, um dos maiores conglomerados de medicamentos e equipamentos médicos do mundo, com receita de US$ 57 bilhões no último ano fiscal, vem testando com mais empenho o crescente mercado de saúde no Brasil. A divisão voltada a laboratórios, a Roche Diagnóstica, está prestes a receber o sinal verde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a distribuição do primeiro lote de 500 mil testes para a Covid-19 que já estão em território brasileiro. Segundo o presidente da empresa, o mexicano Antonio Vergara, o produto foi desenvolvido no tempo recorde de três meses nos centros de pesquisa do grupo na Alemanha e nos Estados Unidos, algo que antes levaria cerca de onze meses. O novo teste de anticorpos da companhia, o Elecsys Anti-SARS-CoV-2, tem ajudado os mercados americanos e europeus no combate à pandemia. Ele também determina se um paciente foi exposto ao coronavírus e se desenvolveu anticorpos. “A testagem em massa é fundamental para conter o avanço do vírus, mas é preciso ter um protocolo adequado para isso”, diz Vergara. Para ele, com a pandemia, o segmento passou a ter mais valor do que nunca. “Enquanto o diagnóstico representa 2% dos gastos médicos globais com saúde, o Brasil desembolsa apenas 0,4% com exames que são responsáveis por 70% das decisões médicas”, afirma. A Roche investe, anualmente, 20% de sua receita com pesquisas, um orçamento que supera US$ 11 bilhões. Neste ano, a companhia já produziu 8,5 milhões de testes moleculares e 10 milhões de testes sorológicos. No Brasil, 70% dos clientes são da saúde privada. “A pandemia está unindo os setores públicos e privados em um mesmo objetivo. E queremos ser parte de uma solução global para a crise.” Será uma nova contraprova para a Roche no Brasil.

(Nota publicada na edição 1172 da Revista Dinheiro)

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