Edição nº 1104 18.01 Ver ediçõs anteriores

A carona virou sociedade

A carona virou sociedade

O investidor Marcelo Maisonnave, fundador e ex-sócio da XP Investimentos, decidiu aportar, ao lado dos sócios Eduardo Glitz e Pedro Englert, R$ 5 milhões na Vórtx, uma fintech que presta uma série de serviços fiduciários para o mercado de capitais, como documentação, publicação de balanços, prospectos, entre outros. O interessante dessa história é que, até o fim do ano passado, Maisonnave era apenas um conselheiro dos fundadores Alexandre Assolini (à esq.) e Juliano Cornacchia. Eles se conheceram em abril de 2017, no Vale do Silício. Durante uma carona em Palo Alto, Assolini e Cornacchia contaram sobre o negócio e pediram orientação. A porta ficou aberta e, durante todo o segundo semestre, eles foram relatando sobre o interesse de family offices e de fundos de capital de risco em financiar a expansão.

 

Conflito de interesses

A Vórtx estava sendo avaliada em R$ 100 milhões. Maisonnave aconselhou-os a evitar uma grande diluição de suas participações na empresa e fugir daqueles que buscam crescimento para venda rápida. “Chegou um momento em que ele disse que estava havendo conflito de interesse, pois tinha se interessado pelo negócio”, diz Assolini. O interesse era mútuo e eles estreitaram os laços. Em janeiro, assinaram o contrato e o aporte foi realizado no fim de março. “A Vórtx não compete em gestão, em estruturação. Isso o mercado faz bem”, diz Cornacchia. “Nós estamos na cozinha da indústria financeira, com serviços novos que não carecem de nova regulação, mas que são relevantes.”

(Nota publicada na Edição 1065 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Márcio Kroehn e Pedro Arbex)


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(Nota publicada na Edição 1104 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Carlos Eduardo Valim, Felipe Mendes e Moacir Drska)
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