Dinheiro em foco

“A antecipação de recebíveis será um grande motor da retomada econômica”

Crédito: Divulgação

Quem é Paulo Fróes: Diretor da SRM; Formado em administração e comércio exterior com especialização em finanças pela Lynn University (EUA). (Crédito: Divulgação)

O diretor da SRM Asset, Paulo Fróes, afirma que a regulamentação do setor de antecipação de recebíveis pelo Banco Central (BC) torna o segmento mais seguro, o que pode facilitar a obtenção de crédito pelas empresas, especialmente as de menor porte.

Qual sua expectativa a respeito do mercado de antecipação de recebíveis?
Nossa expectativa é de crescimento. É um setor diretamente atrelado ao nível de atividade econômica. Como o acesso ao crédito ainda é restrito para a maioria das empresas, especialmente as micro e pequenas, elas precisam desse tipo de operação para fomentar suas atividades. Assim, conforme a economia vai retomando seu crescimento, mais operações vão acontecer. Para mim, a antecipação de recebíveis será um grande motor da retomada econômica brasileira por meio dos fundos de direito creditórios (FIDCs).

Como está a regulamentação desse mecanismo de crédito?
A lei 13775/2018, que entrou em vigor em abril deste ano, transforma as duplicatas eletrônicas em duplicatas escriturais, possibilitando o registro em órgãos competentes.

Isso torna a operação muito mais transparente. E tendo a tecnologia como aliada, esse mercado como um todo vai ganhar uma atração incrível daqui para frente.



O medo de fraudes não afasta os investidores dos FIDCs?
A fraude ainda existe, mas já foi muito maior do que é hoje. Na maioria das vezes o problema se origina na empresa que vende e não no gestor. O fraudador emite a nota fiscal, cancela em seguida, mas envia a nota para descontar.

Se não houver um sistema que verifique, o crédito é concedido em cima de uma nota fria. Mas a tecnologia e as regulamentações mitigaram esse problema. No nosso caso, para evitar fraudes, aliamos a tecnologia com uma estrutura de apoio formada por pessoas que também acompanham o processo.

Qual a dica para investir em FIDC?
Como em qualquer outro investimento é preciso analisar onde e por que você está colocando o dinheiro ali. Vale observar o tempo que o gestor está no mercado e se ele alia tecnologia de última geração com ferramentas de apoio no processo.

É importante também saber se ele tem capacidade de originação própria e, principalmente, se o gestor tem dinheiro próprio investido no fundoque ele oferece. Se ele colocou o dinheiro dele é porque está assumindo os mesmos riscos que o investidor.

Quais as metas para este mercado?
No momento operamos com uma carteira de R$ 800 milhões, e queremos chegar ao fim de 2021 com cerca de R$ 2 bilhões sob gestão. É uma meta razoável para os próximos anos considerando o novo momento econômico. De 2005 a 2019, a SRM operou cerca de R$ 20 bilhões em crédito.

PESQUISA
70 mil estabelecimentos migram para o on-line

Entre abril e junho deste ano, mais de 70 mil comércios que atuavam apenas no mundo físico entraram para o on-line. Este é o resultado de um levantamento feito pela Visa Consulting & Analytics, braço de consultoria da Visa, divulgado na segunda-feira (23). A pesquisa também mostra que essas empresas conseguiram aumentar seu tíquete médio por transação em 17% ao migrar para o e-commerce. Os estados brasileiros que apresentaram crescimento mais expressivo dessa migração para o mundo digital foram Roraima (145%), Tocantins (113%) e Rondônia (84%).

SERVIÇOS
Davos foca em grandes clientes

A assessoria de investimentos Davos Financial Partnership criou uma área para oferecer serviços e produtos financeiros para empresas com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão. A Davos tem o apoio de parceiros como a XP Inc, da qual é agente autônomo, para as opções de investimentos. Outras parcerias permitirão oferecer operações de crédito, câmbio, derivativos, estruturas de onshore e offshore e mercado de capitais. Para isso, a Davos trouxe dois novos sócios para estruturarem a área, ambos oriundos do Citibank: Antonio Buchaul e Sérgio Martins. A ideia é buscar empresas que hoje não estão sendo atendidas a contento pelos bancos, em especial as grandes instituições do País.

Número da semana
R$ 153,9 bilhões 

Foi quanto a arrecadação federal de tributos atingiu em outubro, informou a Receita Federal do Brasil na terça-feira (24).

O montante representa crescimento real de 9,56% em relação a outubro de 2019. No acumulado de janeiro a outubro de 2020, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,18 trilhão, um decréscimo de 9,45% na comparação com o período anterior, já ajustado pelo IPCA. Quanto às contribuições administradas diretamente pela Receita, o valor arrecadado no mês passado foi de R$ 146 bilhões, acréscimo real de 12,31% com base no IPCA. No acumulado do ano, a arrecadação da Receita alcançou R$ 1,13 trilhão, decréscimo real de 9,06%. O resultado do período acumulado foi bastante influenciado pelos diversos diferimentos decorrentes da pandemia provocada pelo coronavírus. Eles somaram, aproximadamente, R$ 48 bilhões no período. As compensações cresceram 87% no mês de outubro de 2020 em relação a outubro de 2019 e também apresentaram crescimento de 57% no período acumulado.

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