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9 companhias aéreas brasileiras que não operam mais

Chegou a voar de VASP? E Transbrasil? Relembramos essas e outras companhias aéreas que marcaram época nos ares do Brasil

9 companhias aéreas brasileiras que não operam mais

Voar está quase sempre associado a um bom momento da vida, seja para viajar ou voltar para casa e reencontrar pessoas depois de um longo tempo de ausência. Por causa disso, as companhias aéreas acabam recebendo um espaço na lembrança como parte de uma experiência positiva. Junte isso ao fato de que antes os serviços eram menos burocráticos e os espaços nos aviões mais largos, e a nostalgia em relação as velhas aéreas aumenta. Relembre 9 companhias aéreas brasileiras que não voam mais nos céus do País, mas que marcaram época por aqui.

Varig

Ela já foi considerada uma das maiores companhias aéreas do mundo e por quase 80 anos teve participação vital para o desenvolvimento aéreo brasileiro, uma das grandes responsáveis pelo aumento de rotas internacionais partindo do Brasil. Entre as décadas de 1950 e 1970 era comparada com gigantes de Europa e Estados Unidos, e em 2001 foi a primeira a receber o Boeing 777-200ER, que vinha com um então inédito sistema de entretenimento individual.

Apesar do nome e tamanho, a Varig sofreu com má administração. O cenário da concorrência também não era favorável com a criação da gigante Latam e o endurecimento de regras de aviação pós o 11 de setembro. Em julho de 2006, a empresa pediu recuperação judicial e tentou dar a volta por cima como Flex Linhas Aéreas, porém, o plano de RJ não foi colocado em prática e em novembro de 2009 a Varig operou seu último voo comercial.

Vasp

Se você andar ao redor do aeroporto de Congonhas em São Paulo, é possível ver alguns aviões com a pintura branca e azul bebê caindo aos pedações, e na lateral ler o nome da Viação Aérea São Paulo. Fundada em novembro de 1933,  a empresa pediu ajuda do governo do estado de São Paulo em 1935 e foi estatizada. Ela voltou a ser privada em 1990, quando deixou de ser apenas uma companhia regional para começar a expansão internacional. A decisão foi atabalhoada e foi o início do fim da empresa, que acabou oficialmente em janeiro de 2005, após operar apenas 18% de seus voos programados para 2004.

Panair do Brasil

Fundada em 1929 como Nyrba, a empresa foi comprada em 1930 pela gigante americana Pan American Airlines e se tornou sua subsidiária brasileira. A companhia marcou época no País entre as décadas de 1930 e 1950. Sofreu pressões para ser nacionalizada ao final dos anos de 1950, mas resistiu até 1965, quando um decreto do governo militar suspendeu suas linhas.

Serviços aéreos Cruzeiro do Sul

Nascida em 1927 com o nome Syndicato Condor, foi fundada por herdeiros de uma companhia aérea alemã que viria a se fundir com a Lufthansa, porém, com o alinhamento do Brasil com o aliados na segunda guerra mundial, a empresa escolheu por mudar seu nome para cortar os laços germânicos. Começa a operar internacionalmente em 1947, mas a partir da década de 1970 se viu em dificuldades para competir com Varig e Vasp, que disputavam controle acionário da companhia aérea. Na queda de braço, melhor para a Varig.

Transbrasil

Foi fundada em 1955 sob o nome de Sadia S.A. Transportes Aéreos por Omar Fontana, filho de Atílio Fontana fundador da Sadia. Mudou de nome em 1970, quando abriu o capital da empresa. Ao final daquela década, a empresa figurava entre as três maiores companhias aéreas do Brasil. Omar chegou a processar o governo por conta dos impactos negativos dos planos econômicos para sua empresa, ação que resultou em seu afastamento em 1988. Pouco mais de um ano depois, ele voltou a empresa cujo interventor havia vendido diversos ativos. Armou uma expansão internacional na década de 1990, porém, sua morte em 2000 tirou a empresa do rumo e em 2002 a empresa declarou falência.

Lóide Aéreo Nacional

Fundada em 1938 como Navegação Aérea Brasileira, assumiu o nome Lóide Aéreo Nacional em 1948 e operou até 1968, quando foi incorporada pela Vasp. Entre 1956 e 1958, a empresa realizou um acordo com o Panair do Brasil para evitar competição predatório, dividindo suas linhas de acordo com territórios de influência.

Transportes Aéreos da Bacia Amazônica (TABA)

Com o dinheiro da venda da Lóide para a Vasp, o coronel Marcílio Gibson Jacques comprou a Nota, uma pequena empresa de táxi aéreo e a transformou na Taba em 1976. Porém, o empreendimento nunca virou, e em 1999 a companhia acabou.

Real Aerovias

De ascensão meteórica, a empresa foi fundada em 1945 operando a rota Rio de Janeiro – Brasilia, mas logo começou a adquirir diversas companhais aéreas menores para expandir para a América do Sul, mas acabou sendo comprada pela Varig em 1961.

Nordeste Aviação Regional Linhas Aéreas (Noar)

A Noar nasceu em 2009 com boas intenções de ligar os municípios do interior com os grandes centros do Nordeste, porém, ela é mais lembrada por seus acidentes. Em 13 de julho de 2011 uma aeronave que partia de Recife em direção a Mossoró teve problema após a aterrissagem e tentou pousar na Praia de Boa Viagem, o que causou a explosão do avião e a morte dos dois pilotos e 14 passageiros. Após o caso, a ANAC suspendeu seus voos e em 2014 retirou sua licença de operação.