Dinheiro em Ação

2021, um ano de vários recordes na B3

Crédito: Werther Santana

O ano de 2021 na B3 foi marcado por vários recordes. Um deles foi o crescimento do número de pessoas físicas. No ano passado, o número de investidores individuais superou 4 milhões, alta de 26% em relação a 2020. Boa parte disso decorreu da abertura de capital do Nubank, que levou cerca de 700 mil novos participantes ao mercado. Os estrangeiros também marcaram presença, comprando mais de R$ 100 bilhões em ações no ano. Isso tornou o mercado acionário mais atraente para empresários, fazendo com que o número de aberturas de capital em 2021 fosse o segundo maior da história. O volume financeiro foi de R$ 7,04 trilhões, recorde em termos nominais e 9,10% superior ao volume financeiro registrado em 2020. O total de negócios em dólares também bateu recorde, com US$ 1,3 trilhão, alta de 3,65% ante 2020. Esse desempenho melhorou um dos principais indicadores da maturidade de um mercado, que é a relação entre o volume financeiro e o Produto Interno Bruto (PIB). Em 2021, o total transacionado no mercado à vista representou 90,5% do PIB projetado para o ano, mais um recorde. Em 2020 essa relação foi de 86,7%.

BANCOS
Bradesco lança bônus ESG

O Bradesco anunciou, na segunda-feira (10), a captação de US$ 500 milhões com um bônus alinhado à filosofia de investimento ESG. Os recursos serão usados pelo banco para financiar ou refinanciar projetos ambientais ou sociais que atendam aos critérios de sustentabilidade. O papel terá cinco anos de prazo e os juros referenciais da emissão foram de 4,375% ao ano. Esse resultado foi melhor do que a proposta inicial, que era de pagar juros de 4,5% ao ano. A demanda total foi estimada em US$ 1,2 bilhão.

VAREJO
Via compra startup
de logística

A Via, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, anunciou na quarta-feira (12) a aquisição integral da startup de logística CNT. A empresa adquirida oferece soluções de logística para o comércio eletrônico. No comunicado ao mercado, a Via informou que espera melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes, tanto na velocidade de entrega quanto na experiência de compra. O valor não foi divulgado e tem uma parte fixa e outra variável, condicionada à permanência dos executivos da CNT.

ALUMÍNIO
Cade aprova aquisição feita pela CBA 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição de 80% da Alux pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A transação foi de R$ 110 milhões por 80% do capital, com uma opção de compra dos 20% restantes em três anos. A aquisição visa elevar a capacidade de produção de alumínio reciclado da CBA e reduzir a pegada de carbono na elaboração do produto, intensivo em energia. A compra permitirá à CBA entrar no segmento de ligas secundárias de alumínio.

SAÚDE
Mater Dei adquire hospital em Goiânia

O Hospital Mater Dei adquiriu 95% do Hospital Premium, em Goiânia, por R$ 250 milhões. Esse valor será pago em seis parcelas, sendo 40% de entrada, quatro parcelas anuais de 10% e a última de 20%, com valores corrigidos pelo IPCA.Trata-se da quarta aquisição desde a abertura de capital, em abril de 2021. Nesse período, a empresa comprou os hospitais Porto Dias, em Belém (PA), Santa Genoveva, em Uberlândia (MG), e uma empresa de tecnologia aplicada à saúde, a A3Data. Inaugurado em 2013, o Premium tem capacidade instalada para 156 leitos. Possui dez salas cirúrgicas e 28 UTIs, com uma expansão projetada para 13 salas cirúrgicas e 44 UTIs. A previsão é que todos os leitos entrem em operação nos próximos 12 meses.

DESTAQUE NO PREGÃO
Suzano volta a pagar dividendos 

Zanone Fraissat

Após dois anos sem remunerar seus investidores, a Suzano anunciou na sexta-feira (7) o pagamento de R$ 1 bilhão em dividendos intercalares, à razão de cerca de R$ 0,74
por ação. O pagamento deve ser feito até o dia 27 de janeiro e vai incluir os investidores que tiverem ações até o dia 18 de janeiro. Assim, as ações emitidas pela empresa presidida por Walter Schalka passam a ser negociadas como “ex-dividendo” a partir do dia 19. A empresa, líder na produção de celulose, não pagou os dividendos relativos a 2019 por amargar prejuízo de R$ 2,8 bilhões naquele exercício. Em 2020 os resultados foram ainda piores, com prejuízo de R$ 10,7 bilhões. O último dividendo pago foi de R$ 0,44 por ação, referente aos resultados de 2018.