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2019: o ano em que empreender e se tornar um agente autônomo de investimento vai ser um diferencial

2019: o ano em que empreender e se tornar um agente autônomo de investimento vai ser um diferencial

Por conta da grave crise econômica e política instaurada no Brasil nos últimos anos, que culminou em altos índices de desemprego, profissionais de várias áreas tiveram que buscar outras ou novas formas de atuação em seus respectivos mercados. No entanto, com a retomada da economia do ano passado para cá, o desemprego começou a recuar e registra queda ao ficar em 11,9% no terceiro trimestre de 2018 ante a 12,4% no mesmo período de 2017, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este ano as perspectivas se mostram bastante positivas, o Banco Central (BC) estima que o cenário será de continuidade da recuperação do emprego em todas as regiões do país.

Apesar dos cortes dos postos de trabalho observados no território nacional, no caso dos agentes autônomos de investimentos tal ocupação tem se mostrado promissora. Tanto que é possível observar uma migração de profissionais para este nicho – há muitos especialistas da área abandonando grandes bancos e se tornado agentes autônomos em busca de maiores ganhos e melhor atendimento aos seus clientes. De acordo com o estudo Estatísticas de Private Banking e Varejo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), de junho de 2017, o mercado brasileiro registra 104 mil profissionais de investimentos trabalhando em instituições financeiras e já são mais de 6 mil atuando como agentes autônomos (independentes). Ainda dentro destes números, os profissionais têm buscado mais especialização e o estudo revela que no país em 2012, o mercado de investimentos registrava 907 planejadores financeiros certificados, o chamado CFP, cujo número avançou para 1.263 em 2013, para 1.741 em 2014, para 2.304 em 2015. Já em 2016, esse número cresceu para 2.919, culminando com 3.510 profissionais em 2017.

A tendência é que este segmento de atuação continue evoluindo exponencialmente com a retomada de diversos mercados no Brasil em 2019, influenciados diretamente pela queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e as definições políticas nos cenários estaduais e federal. É comum notar que entre estes profissionais já são diversas as iniciativas de empreender, pois vários consultores e agentes autônomos têm se juntado a fim de montar uma empresa especializadas em atender clientes investidores. Algumas dessas iniciativas já apresentam crescimentos exponenciais no número de clientes e de dinheiro sob gestão, o chamado, AUM  (Assets Under Management). Grandes players estão disputando esses escritórios. Hoje, XP, BTG Pactual, Órama, Genial e Modalmais estão em campanhas maciças para atraírem mais agentes autônomos às suas plataformas.

Aliás, dados divulgados recentemente, pelo Banco Central (BC), por meio da pesquisa Focus, confirmam as expectativas dos especialistas, ao apontar que para 2019 a inflação baixou de 4,03% para 4,01%. O relatório ainda elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 2,53% para 2,55%. Ou seja, agora está havendo uma procura por novos investimentos e oportunidades. Apostando neste movimento, os agentes autônomos e consultores independentes prometem ser grandes aliados das pessoas que desejam ter maiores ganhos financeiros em seus investimentos.

É um caminho sem volta. O crescimento do número de profissionais de investimentos independentes e agentes autônomos está crescendo no Brasil, acompanhando o movimento de saída de investidores de bancos tradicionais para corretoras de investimentos, a chamada “desbancarização”.

“Time is money” e nos tempos atuais, buscar uma carreira independente ou empreender é uma oportunidade única. Ser agente autônomo de investimento deixou de ser uma função específica e virou o “hit” do momento.

 

(*) Henrique Garcia Netto, CEO da SmartBrain, é graduado em Engenharia pela Escola de Engenharia do Instituto Mauá de Tecnologia. Iniciou suas atividades como engenheiro de produção na Cobrasma S/A e em 1992 juntou-se ao Family Office da família Costa Bariani, onde atuou como controller de operações de investimentos e ações, começando assim suas atividades no mercado financeiro. No final dos anos 90, foi sócio fundador da Invest Tracker, primeira empresa de análise de fundos no Brasil. Mais tarde a empresa foi adquirida pela Thomson Reuters, e Henrique atuou como diretor operacional da Thomson Financial Brasil. Em 2004, fundou a SmartBrain Financial System e atualmente é seu CEO.