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200 anos de Louis Vuitton: conheça o empacotador que criou uma das marcas mais valiosas da Europa

Crédito: Divulgação / Louis Vuitton

O conglomerado LVMH é avaliado em US$ 394 bilhões (Crédito: Divulgação / Louis Vuitton)

Conhecida pelas iniciais sinônimo de acessórios de luxo, a Louis Vuitton, uma das empresas mais valiosas da Europa, com um valor de mais de € 340 bilhões, tem um histórico de evolução, qualidade e talento por trás de seus 125 anos.

Há 200 anos, em 4 de agosto de 1821, nascia Louis Vuitton, criador da marca. Aos 16 anos, ele partiu a pé de um vilarejo no leste da França para Paris contra a vontade de seu pai. De origem humilde, foi fazendo bicos pelo caminho até chegar à capital francesa.

Em Paris, Louis foi aprendiz do respeitado fabricante de malas, Romain Marchéal. Sua excepcional habilidade artesanal lhe rendeu um contrato exclusivo como empacotador de malas da imperatriz Eugine. Aos 33 anos, em 1854, Louis montou seu próprio negócio e então nascia a marca Louis Vuitton Malletier.

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Sua dedicação era voltada para artigos nobres de luxo que correspondiam ao espírito da época. A experiência como empacotador de malas na corte de Napoleão terceiro o ensinou como os poderosos guardavam vestidos e chapéus em caixas pesadas com tampas curvas. Foi a partir daí que Vuitton passou a projetar malas elegantes e empilháveis.

Hoje, o conglomerado LVMH é avaliado em US$ 394 bilhões. O grupo possui 75 marcas em seu portfólio, incluindo Louis Vuitton, Givenchy e Christian Dior, na moda; Moët & Chandon, Veuve Clicquot e Hennessy, no segmento de bebidas; Acqua di Parma e Guerlain, em perfumaria; Sephora, no varejo; e Tiffany & Co., Bulgari e TAG Heuer, em jóias e relógios. No primeiro trimestre de 2021, o grupo registrou receita de US$ 16,7 bilhões, crescimento orgânico de 30% sobre o mesmo período de 2020.

No início, não foi apenas uma questão de design. Era cada vez mais necessária uma bagagem funcional que não ocupasse muito espaço. Na época, o habilidoso artesão criou malas robustas e herméticas, uma particularidade naquele momento em que as bagagens não eram tratadas com delicadeza.

A estrutura de suas malas eram quadros de madeira e metal e para o revestimento Louis Vuitton não usou couro, mas linho impregnado com farinha de centeio e repelente à água. Mais tarde, o artesão embelezou o visual com tecidos listrados. Assim, o padrão quadriculado Louis Vuitton Damier Canvas tornou-se sua marca registrada.

As malas tinham tanta demanda que, apenas cinco anos após fundar a marca, o francês investiu em uma fábrica em Asnières, um subúrbio de Paris, onde até hoje os produtos são feitos à mão. No início, ele tinha 20 funcionários, mas logo o número cresceu para 225.

A produção de malas permaneceu nas mãos da família. Junto com seu filho Georg, Louis desenvolveu e patenteou um cadeado para bagagens, usado ainda hoje. Na época, um produto importante e inovador, pois os clientes bem-sucedidos queriam urgentemente ainda mais segurança para suas caras bagagens, de acordo com o portal alemão Deutsche Welle.

Quando Louis Vuitton morreu, aos 70 anos em Asnières, seu filho Georg assumiu o negócio das malas. Em memória ao pai, ele desenvolveu o lendário monograma canvas, com as iniciais de Louis Vuitton entrelaçadas e o padrão floral estilizado. O grupo de moda passou a vender não apenas malas. Juntaram-se a elas bolsas, carteiras, roupas, joias, relógios e perfumes. Em 1987, a empresa fundiu-se com o fabricante de bebidas Moët Hennessy para formar o conglomerado de luxo LVMH.

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