O governo atual acaba de dar mais um passo contra a proteção de biomas brasileiros e para o fortalecimento da má reputação do Brasil, no que diz respeito ao desenvolvimento ambientalmente responsável. Ao lado de Austrália, China, Estados Unidos, Índia e Rússia, o Brasil não assinou o Compromisso dos Líderes pela Natureza, documento que traz algumas medidas que visam a proteção da fauna e da flora da Terra. No total, 77 nações aceitaram participar voluntariamente do programa. A postura dos líderes não participantes torna-se ainda mais crítica diante do fato de que a Década da Biodiversidade se encerra neste ano com poucos avanços na área. “A taxa de perda de biodiversidade não tem precedentes na história da humanidade”, afirmou a secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (CDB), Elizabeth Maruma Mrema. O Relatório Planeta Vivo, produzido pela WWF, traz um pouco mais de luz sobre o cenário devastador. De acordo com o levantamento, o número de espécies presentes em reservatórios de água doce está diminuindo muito mais rapidamente que a dos oceanos ou florestas, com redução média de 84% das 3,7 mil populações monitoradas de 1970 a 2016. Entre as 21 mil populações de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios, a queda média foi de 68%. Já na flora, a avaliação de uma amostra de milhares de espécies demonstrou que 22% estão ameaçadas de extinção – a maioria delas nos trópicos. E o futuro é preocupante: até um quinto das espécies de animais correm risco de extinção, devido às mudanças climáticas neste século.

Evandro Rodrigues

(Nota publicada na edição 1194 da Revista Dinheiro)

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