Economia

11 dicas de como tirar proveito do Pix na Black Friday

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Pagamentos poderão ser feitos efetivamente a partir do dia 16 de novembro. Portanto, 11 dias antes da Black Friday, que será no dia 27 (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

A poucas semanas da Black Friday, uma das principais datas para o comércio varejista, o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do BC (Banco Central), deve dar um novo fôlego aos comerciantes e facilitar as aquisições pelos consumidores. O cadastramento começou na segunda-feira (5).

Dicas

1) Os pagamentos, portanto, poderão ser feitos efetivamente a partir do dia 16 de novembro. Portanto, 11 dias antes da Black Friday, que será no dia 27.

A nova modalidade vai permitir  que os consumidores façam compras tanto virtuais quanto presenciais sem a necessidade de cartão de crédito, boleto bancário ou portar dinheiro. Assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o comércio eletrônico deve ganhar destaque também nesta Black Friday, especialmente por conta da orientação de evitar aglomerações devido à pandemia da covid-19.

Compras online

2) Entre as vantagens, especialistas consideram que o Pix deve agilizar as entregas dos produtos. Hoje, o comerciante precisa esperar a compensação do pagamento, que pode levar alguns dias, para liberar o produto para a transportadora. Como com o Pix o pagamento é imediato, as mercadorias devem chegar do cliente com um prazo menor do que o atual.

3) Para os comerciantes, a vantagem do pagamento instantâneo é que o cliente não vai desistir das compras. “Com o novo sistema, o índice de abandono no carrinho de compra pode ser reduzido, aumentando a taxa de conversão e as vendas do setor. O Pix traz menos atrito no pagamento, com um processo simplificado pelo link de pagamento ou QR CODE. Também é vantajoso em relação ao boleto, que precisa ser pago online ou fisicamente e demora até 48 horas para ser compensado. Com o PIX, a confirmação do pagamento é feita em segundos, com mais segurança”, diz Kelly Carvalho, assessoria econômica da FecomercioSP.

Comércio presencial

4) Outro benefício é a redução nas filas, muito comuns durante datas comemorativas ou na Black Friday. Como o pagamento é automático, o processo é
muito mais rápido do que com as maquininhas de cartão e não tem necessidade de troco, como ocorre nas quitações em dinheiro.

Limite de gastos

5) A representante da FecomercioSP explica que não há limites diários para serem movimentados ou transferidos com o Pix, como ocorre com o DOC, por
exemplo. “Entretanto, os participantes do Pix poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de
infração à regulação de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. Esses limites, contudo, não podem ser inferiores aos limites
estabelecidos para outros meios de pagamento, nem consistir em limitação de uso do Pix para as características e o perfil do usuário pagador”, diz Kelly.

O BC destacou que não existe uma data limite para que pessoas físicas e empresas realizem o cadastramento das chaves no novo sistema.

Vai ser possível também fazer a transferência internacional por meio de Pix, No entanto, essa funcionalidade só estará disponível entre 2022 e 2023.

Cuidados

Para não cair em fraudes, especialistas sugerem que os clientes fiquem ainda mais atentos.

6) Um dos golpes mais usados, conforme alerta o Nubank no seu site, é o chamado técnica de phishing, que convida o usuário para entrar numa página, no caso o Pix, mas com o objetivo de roubar os dados criando falsas mensagens das instituições financeiras. As mensagens compartilhadas costumam se passar por instituições pedindo que os usuários registrem suas chaves no Pix por meio de sites falsos. Quando a pessoa coloca os seus dados pessoais, o golpista rouba as suas informações.

7) Para não cair neste golpe, evite aceitar convites que venham por email ou mensagens no celular.

8) Além disso, os usuários devem buscar a ferramenta diretamente no aplicativo ou canais digitais da instituição financeira. Dessa forma evitam que sejam direcionados para uma página falsa.

9) Normalmente, as instituições financeiras já têm os dados do cliente, mas se pedirem mais informações ou senha, certifique-se em um canal seguro se realmente aquele é o procedimento correto.

10) Com os dados do usuário, o golpista pode cadastrar o Pix e usar de forma indevida, fazendo contato com os seus conhecidos e solicitando valores. Se isso ocorrer com você, não entre em pânico. O Banco Central e as instituições financeiras estão preparadas para solucionar este problema rapidamente. Portanto, assim que perceber que houve um cadastro com os seus dados no Pix, reivindique ao seu banco o uso da chave para si.

11) Também é fundamental ter certeza que está comprando em um estabelecimento idôneo. Especialistas alertam que é possível que fraudadores criem páginas falsas de lojas para receber o pagamento por produtos e serviços.

Comércio se prepara

Representantes do setor comercial dizem que a efetivação do Pix não será muito rápida e consideram que pode levar alguns anos. No entanto, estão animados com a possibilidade de redução das taxas cobradas nas transações.

“Hoje o custo de cada operação varia dependendo do tamanho da empresa (normalmente entre 2% e 4,5% do valor da transação). Com o Pix, teremos cobrança única, que é de apenas R$ 0,01 a cada 10 transações. Isso muda muito o custo para o varejo”, diz Jorge Gonçalves Filho, vice-presidente e conselheiro do IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo).

Como usar o Pix

Para aceitar o Pix no seu estabelecimento, o comércio varejista deverá pesquisar as condições do serviço junto aos participantes do novo modelo, tais como as eventuais tarifas cobradas pelos participantes e as funcionalidades oferecidas (QR Code dinâmico e Pix agendado, por exemplo). O BC já disse que não se pode cobrar tarifas sobre pagamentos ou transferência. “Como é um mercado com um grande número de participantes, a concorrência será acirrada. No caso das empresas com maior volume de operações, é importante verificar se o sistema de automação possui Integração com o Pix”, diz Kelly.

Antes de começar a usar o sistema o consumidor tem que fazer um cadastramento em um dos cerca de 1000 bancos, fintechs e cooperativas que já estão cadastradas no Pix.

Para cadastrar a chave de identificação, basta acessar o aplicativo da instituição que escolheu, procurar o espaço onde está a seção Pix e fazer o registro vinculando número de celular, e-mail, CPF/CNPJ, ou um EVP, sequência alfanumérica de 32 dígitos que possibilitará a criação do QR Code e evita que suas informações sejam passadas a desconhecidos.

Com essa chave em mãos, os clientes de qualquer instituição financeira cadastrada no BC podem realizar operações como transferência e pagamentos a qualquer hora do dia independente do expediente bancário. Basta ter a chave de endereçamento da pessoa para quem será enviado o dinheiro e o valor cai na conta dela logo em seguida.

Ao finalizar o pagamento, o usuário receberá uma notificação pelo aplicativo de que a operação foi finalizada. O comerciante também receberá uma notificação. Para os pequenos negócios, a notificação de recebimento acontece no próprio aplicativo do usuário. Para as empresas médias e grandes, que utilizam sistemas de automação comercial, haverá uma padronização por intermédio de uma API de recebimento, que vai automatizar todos os processos necessários para que o sistema funcione perfeitamente.

 

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