Edição nº 1011 24.03 Ver ediçõs anteriores

Tinder empresarial

Há dois anos o financista Dan Cohen, que passou por Hedging Griffo e Banco Pine, criou a startup F(x) – lê-se “efe de xis” –, inspirada no aplicativo de relacionamentos Tinder, mas voltada aos negócios. Pois bem, o número de “encontros” triplicou desde então. A fintech coloca, de um lado, companhias que precisam de financiamento e, do outro, bancos ou fundos de investimento com crédito disponível.

Por exemplo, se uma empresa precisa de R$ 50 milhões e deseja pagar CDI mais 4% de juros, a ferramenta dotada de inteligência artificial consegue medir a taxa de sucesso, podendo até indicar alterações na proposta para aumentar a chance de aparecer um interessado. Já são R$ 350 milhões de créditos listados, que devem chegar a R$ 1 bilhão neste ano. A F(x) fica com 1% a 2% do valor dos empréstimos.

Encontro pessoal

O crescimento da operação aconteceu tanto pelo número de financiadores listados, que chegou a 90, como de companhias: são 40 que estão com toda a documentação e as garantias checadas, outras 60 estão em processo final de análise e 350 estão cadastradas, mas ainda não passaram pela prova da burocracia. Esse, aliás, é o único ponto que exige a participação humana, ou seja, visita às empresas para coleta de dados. Como acontece no Tinder, a relação só evolui depois de um cara a cara.

(Nota publicada na Edição 1010 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Márcio Kroehn)

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