Não é ficção científica

Na CES 2017, maior feira de tecnologia do mundo, os robôs se relacionam com os seres humanos

06/01/2017 20:00

  • // Por: Roger Marzochi

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Afeição: o robô Kuri é capaz de contar histórias e foi desenvolvido para cativar os seus donos
Afeição: o robô Kuri é capaz de contar histórias e foi desenvolvido para cativar os seus donos ( foto: Mayfield robotics)

Muito da ficção científica acaba virando realidade, mas não na velocidade esperada. Os simpáticos robôs de Star Wars, R2-D2 e C-3PO, evoluíram na ficção da década de 1970 para o humanoide K-2SO do filme “Rogue One”, lançado em dezembro no Brasil. No mundo real, no entanto, custa-se para se chegar próximo à primeira geração de robôs desses enredos. Mas muito do que já se conquistou nesse território foi apresentado durante a Consumer Electronics Show (CES) 2017, a maior feira de tecnologia do mundo, que aconteceu na semana passada, em Las Vegas.

Em quatro dias, o evento apresentou as principais inovações em robótica para residências e comércio. De acordo com relatório do Bank of America Merrill Lynch, o mercado global de robótica e inteligência artificial (IA) será de US$ 153 bilhões até 2020, valor que inclui US$ 83 bilhões para robótica e US$ 70 bilhões para IA. As vendas de robôs residenciais devem crescer de cinco milhões de unidades, em 2015, para 13 milhões, em 2020, de acordo com o relatório da consultoria IHS. “É um reflexo do barateamento da tecnologia”, diz Carolina Abrantes, sócia-fundadora da Bridge Consulting, especializada em tecnologia da informação.

Um exemplo é o robô desenvolvido pela Panasonic, criado para fazer companhia ao ser humano. Sem previsão de vendas, ele é do tamanho de um liquidificador comum. Com a forma de uma casca de ovo, ele se abre ao meio. Da parte superior, aquilo que seria a cabeça do equipamento, sai um projetor e uma câmera. O movimento da cabeça e sua voz buscam estimular sentimento de apego de seu dono.
Outro simpático robô é Kuri, desenvolvido pela Mayfield Robotics, startup controlada pela Bosch, que já está à venda. O brinquedo teve o design desenvolvido pelo estúdio de animação Pixar. Kuri tem 60 centímetros de altura, pisca os olhos e faz leves movimentos com a sua cabeça. Sob três rodas, ele percorre a casa carregando quatro microfones, que captam a voz dos usuários, além de imagens do ambiente.

Com custo total de US$ 699 e previsão de entrega para o fim de 2017, o robô é capaz de reconhecer a voz e o rosto de cada um dos moradores da residência. O robô possui as mesmas funções que os assistentes residenciais Google Home, do Google, e Echo, da Amazon. Esses alto-falantes inteligentes são capazes de automatizar diversas funções em uma residência, como acender e apagar luzes, controlar a climatização, comprar passagens aéreas e ler as principais notícias do dia. Mas Kuri vai além, sendo capaz de contar histórias para as crianças.

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